Às vezes,
me julgo por caminhar em meu próprio tempo e velocidade,
em uma razoável duração do processo,
desejo que pudesse correr, como quem nunca sentiu,
como se o passado fosse menos do que o presente,
e minhas pernas outras fossem.
Me pego, por vezes, questionando
se estou sob cautelares,
quando minha punibilidade,
já foi até mesmo extinta.
Não consigo recorrer desse sentimento,
transitado em julgado,
me dizendo
que fui condenado a sentir.
