Eu abri uma gaveta antiga com poemas lá dentro,
estava enferrujada, empoeirada, apagada,
mas cheia, e tão preservada.
Eu penso às vezes, que minha escrita piorou,
ou quem sabe seja apenas
uma forma diferente de se expressar.
Eu parecia mais inteligente,
quando sabia amar.
Eu parecia inteligente
quando minha filosofia
me acordava com bom dia.
Eu parecia
mais.
