Faces Esquecidas por Láquesis

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Por algumas vezes, nas ágoras que agora se tornaram,

salas de pedras, em torres de babeis que não tombaram,

treme a linha tênue entre o conhecimento e o esquecimento,

temo, os fios das memórias que se entrelaçam,

com todos aqueles sentimentos abraçados pelo leito de Lete.


Em meu calcanhar, formiga  a sensação fantasma, de que já não o existe mais, 

o peso, de ter soltado a rocha, que só me permitia, avançar para trás, 

mas visualizo, entre as nuvens, um belo monte, e suas faces,

que quem sabe sejam a pareidolia, revelando os espaços vagos entre os brancos,

e os bancos, entre os cantos, e meus mantos,

padrões que um dia me formaram, mas que hoje são apenas mais um, entre tantos.  


Abandonei todos os meus santos, eles não souberam para onde ir, e no desespero,

se moldaram, expostos, em rostos diferentes, que se tornaram familiares, 

pela visão da benção de um futuro que Láquesis de tecer parou. 

Te vejo, com mais rugas, e com mais história e filosofia, 

com mais peitos e amor, cada vez mais, semelhante a mnemosine,

te encontro nos olhos de futuros impossíveis,

que os sentimentos podem jurar,

que um dia já conheceram.


Inextricável amaranhado de linhas,

que as moiras resolveram entrelaçar 

e se esqueceram de finalizar.

Faces esquecidas por Láquesis, 

vivem em meu recordar. 

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