Sempre tenho essa impressão,
de que escrevo e reescrevo
os mesmos sentimentos
mas com palavras diferentes.
Sinto que estou tentando falar,
o que já disse antes,
o que antes escrevi,
em letras não iguais,
os mesmos sentimentos.
Todos os infinitos inexpressivos
acabam em tentativas estupidas e parecidas
de serem descritos, de formas distintas.
Plagio a mim mesmo, de formas diversas,
para que quem sabe essa inércia sentimental,
enfim vá para a frente,
impulsionadas por palavras tão parecidas
mas tão diferentes.
Sempre tenho essa impressão,
de que escrevo e reescrevo,
os mesmos sentimentos,
mas de forma indiferente.
