+18 Dulce e Christopher viviam mundos diferentes.
Ele, diretor e médico de uma das maiores redes de hospitais da país. Rapaz conceituado e de família com alta influência social.
Ela, stripper da boate mais barata da cidade, desde os 20 anos de ida...
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Dulce levantou a cabeça do meu peito e me olhou sorrindo. Acariciei seu rosto e lhe dei mais um beijo. — Você está bem? Sei que já disse que sim, mas queria ouvir pessoalmente. — Sim! Estou bem, principalmente por você ter voltado. Não me disse que ia sair do hospital hoje. — Eu também não sabia, mas assim que as coisas amenizaram eu voltei correndo para casa. Dulce me beijou novamente, e eu não a parei. Ela se virou completamente, montando sobre o meu quadril, e eu não resisti, tivemos que fazer amor novamente. Algumas horas depois nos levantamos e fomos para a cozinha preparar algo para comer, optamos por um macarrão e um bife rápido, estávamos morrendo de fome depois da maratona, e eu com saudade de comida caseira. Dulce estava apenas com a camisa velha de beisebol que ela usou desde o primeiro dia, sentada ao meu lado enquanto comíamos, conversávamos e nos beijávamos. Após a refeição fomos para o sofá, ela trouxe o cobertor e se deitou em meu colo, para que assistíssemos um filme do cinema mudo que estava passando em um canal qualquer. Estávamos a meia luz, e quando o filme acabou, percebi um papel dourado cintilando em cima da mesa de centro. — O que é aquilo? – apontei — Não sei. Chegou junto com suas correspondências e algumas contas. – Dulce levantou me dando espaço para que eu pudesse ir até lá e pegar. Peguei o envelope e ela me olhou curiosa. — Parece algo chique. — Até imagino o que seja. – Revirei os olhos, abri o envelope e confirmei. – É o convite para o jantar beneficente que minha mãe faz todo ano, para pagar de boa senhora para a sociedade. — Você vai, não é? – Dulce me olhou. — Só se você for comigo. – A olhei de volta. — Tem certeza disso, Chris? Você sabe que isso é declarar guerra com sua mãe. — A guerra já está declarada há muito tempo, e não foi por mim, e sim por ela. — Você vai pronto para o embate? Isso contando com o fato de que ela vai permitir nossa entrada se eu embarcar nessa sua loucura. — Com você estou pronto para tudo, Dulce. – sorri – se você não for, eu também não vou. Então, o que me diz? — Chistopher... – Dulce sorriu, negando com a cabeça. — É a situação ideal para que possamos socialmente acabar com essa disseminação de que eu irei me casar com a Marcelle. – Revirei os olhos – mas não só por isso. Quero que vá comigo, pois quero você ao meu lado. Dulce suspirou, parecendo ponderar sobre a situação. Seu olhar se perdeu no horizonte por alguns segundos, enquanto eu esperava por sua resposta. — Tudo bem. – Suspirou mais uma vez – afinal, estou aqui pra isso. – Dulce deu um sorriso forçado. — Não! Não pense nisso. Esse proposito já morreu por terra a muito tempo, Dulce. Sei que toquei no assunto, mas esse objetivo não é o importante. Eu amo você, e é por isso que estamos aqui, juntos! – a abracei lhe dando um beijo na cabeça, ao constatar a insegurança em seus olhos – nunca esqueça disso. — Tudo bem, Chris. – deu outro sorriso forçado – eu também amo você. – Retribuiu o abraço. — E porque ainda está dando esse sorriso? – levantei seu rosto, segurando seu queixo. — É complicado. De repente o jogo virou, e eu fico preocupada do que vai ser tudo isso. — Vem aqui. – A puxei e a sentei em meu colo, fazendo suas pernas enlaçarem em minha cintura. – Me explica, Dul. — Não sei se eu deveria, Chris. — Por favor, Dul. Somos parceiros, lembra? Independente de qualquer coisa. – Acariciei seus cabelos. — Chris. – Dulce suspirou mais uma vez, parecia tomar coragem, e eu a olhei, incentivando-a a continuar – Há sete meses estamos vivendo juntos aqui. E muitas preocupações se passam na minha cabeça.
O que sera que houve dessa vez, hein? Simboraa! Postadinho pessoal! Obrigada pelas curtidas e comentarios anteriores! Sempre que puderem curtam e comentem, isso me estimula a escrever mais! Grande abraço!