Fagundes
Observo ela dançar, de longe. Ela sabe que estou aqui, sinto que sabe. Ela me procurou quando chegou por sentir minha presença assim como sinto a dela.
Sondo seus movimentos, seu quadril no ritmo da música, o vestido preto desenha suas curvas e abraça o corpo dela perfeitamente. Sinto meu corpo quente, querendo ir na direção dela e arrancar ela daquele meio. Beijar a boca dela, sentir o corpo dela no meu.
Papo reto, desde que ela voltou pra minha vida a mente não para, quer ela a todo momento, nossa vida de volta, nossos corpos juntos, ofegantes.
Desenho seu corpo com as minhas mãos e dou um tapa estalado em sua bunda que cavalga sobre mim. Sinto seu corpo se chocar contra o meu e subo minhas mãos até seus seios.
Dou atenção pra um apertando o bico do seu peito enquanto minha boca vai de encontro ao outro. Ela joga a cabeça pra trás enquanto solta um gemido alto.
— caralho, Vinicius — levanto meus olhos acompanhando sua expressão de luxúria no olhar.
Ela cavalga num ritmo que me arranca um gemido rouco, sinto quando sua boceta aperta meu pau, ouço o barulho das nossas lubrificações se misturando e sei que não vou aguentar muito.
Num gesto rápido troco nossas posições, uma mão na sua cintura e outra no seu pescoço. Metendo fundo nela, querendo sentir toda extensão do meu pau dentro dela. Ela abre um sorriso sacana e passa a mão desde seu umbigo até seus seios e aperta um deles.
— cuidado, vai acabar arrancando um pedaço dela — Braza fala ao meu lado.
— tu tá bem diferente de mim, né ? — um sorriso debochado surge em meus lábios quando ele fecha a cara.
Ao nosso redor tem vários do conceito do crime, várias mulheres que os acompanham e outras que são convidadas de convidados. Cada canto que observo tem armas e a fumaça do balão subindo.
Retorno meu olhar pra ela, agora ao invés de um copo de dose ela tem uma garrafa de água nas mãos. Mas não para, continua no ritmo do do funk que estrala e preenche nossas audições.
Vejo quando levanta o olhar e finalmente seus olhos encontram os meus. Ela me encara com aqueles olhos castanhos e a mesma luxúria acompanha eles. Parece que ela me chama só com o olhar, quando desço os olhos pra seu corpo e volto pro seu rosto ela tem um sorriso contido nos lábios.
Percebo que estou sozinho no meu canto de novo, Monteiro se aproxima delas e sussurra algo pra Júlia, ela olha pra ele um pouco brava, mas se senta em uma das cadeiras e pega a garrafa de água que ele oferece.
Ajeito o relógio em meu pulso e tomo um gole do uísque em meu copo.
Vejo ela vindo na minha direção e como se tivéssemos só nós dois aqui quando ela chega bem perto do meu corpo, quase me encostando eu encaro seus lábios passando a língua pelos meus.
Ela me olha nos olhos, estende os braços e passa pelos meus ombros encaixando as mãos no meu pescoço. Sinto o cheiro do seu perfume, o mesmo de anos atrás, o mesmo que me embebeda de lembranças.
Ela puxa meu pesco um pouco pra baixo e encosta nossa testas num gesto sútil, nossa bocas tão próximas que sinto o hálito da bebida doce em sua respiração.
— por que não consigo me afastar de você ? — ela questiona mais pra si mesma do que pra mim, é notável que o álcool já atingiu uma parte dela.
— mas pra que se afastar ? — nossos olhos cruzados.
Nossos corpos como um ímã, que sempre atrai um ao outro, estão colados, próximos e consigo sentir o calor do seu corpo. Seus olhos travam uma batalha nos meus. Sem dizer uma palavra ela aproxima nossas bocas.
Um selinho.
Um pedido de passagem concedido.
Nossas línguas dançando num ritmo lento.
Minhas mãos não se contentam, eu abandono o copo do uísque na mesa ao lado. Encosto uma delas em sua cintura num aperto firme puxando seu corpo mais pra perto, a outra mão entra em seus fios apertando com uma força considerável.
O gosto do seu beijo depois de anos ainda me desperta os mesmos sentimentos, o mesmo desejo só que agora mais ardente e cheio de posse.
Esperei esse beijo por anos, pela boca dela, por essa pele bronzeada, por esse corpo que é meu e que faz do meu rendido em um sentimento fudido de amor.
Nossas respirações descompassadas, ofegantes, quando nossas bocas se afastam pela falta de ar eu desço os beijos pelo seu pescoço e ela inclina a cabeça me dando espaço pra isso.
Mordisco seu pescoço e ouço um gemido abafado, seu corpo arrepia pelo meu toque ficando vulnerável.
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Mentira Letal [M]
General FictionIsla e Fagundes são de mundos completamente diferentes, mas que por uma fração de segundos se atraíram e dessa atração um amor avassalador e intenso nasceu, esse mesmo amor trouxe para Isla uma decepção. Uma mentira letal transformou o rumo de suas...
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