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-«-«- Meu Povo -»-»-
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Ao'nung seguiu a menina debaixo d'água, tentando puxar os pés dela de volta, mas sem sucesso.
At'anau havia se virado rapidamente na água, usando seu entorno para aumentar sua velocidade enquanto procurava pela irmã, mas só encontrou casulos vazios na água.
A menina vasculhou a área, mas logo se tornou um alvo. Ela havia saído das plantas escuras em busca de luz para encontrar seus irmãos, mas parecia que ninguém havia passado por ali.
Ela olhou para trás várias vezes para ver se o menino ainda estava com ela, pois sentia medo caso ele não estivesse.
Nadando entre as algas altas, ela parou de se mover quando a ecolocalização de ilu soou através da água densa.
Procurando pela origem do som, as duas crianças buscaram a fonte, mas só viram sombras até que a menina olhou para cima e viu o animal flutuando na superfície: um linguado, com uma corda presa a um balão cheio de hélio.
Ao'nung reconheceu rapidamente o animal como sendo da irmã e entrou em pânico ao ver a posição do cavaleiro desaparecido. Os dois queriam ajudar o animal, mas estavam aterrorizados com o que os aguardava acima da superfície, então tiveram que voltar para ajudar o animal aflito que pedia socorro.
Ao ver feixes de luz através da água, o menino agarrou o pulso da menina, puxando-a para longe e escondendo-se entre plantas escuras, já que as flores cheias de ar estavam muito distantes.
Ambos observaram o submarino procurar ao redor do local, mas a menina logo se virou para cobrir suas costas, determinada a não cometer o mesmo erro duas vezes.
Apertando os olhos, ela pensou ter visto movimento dentro das grandes flores do tamanho de xícaras. Sua pele se arrepiou antes que ela se aproximasse, mas o medo de ser descoberta a manteve ao lado do menino.
Puxando o braço de Ao'nung, a menina desviou a atenção dele para onde ela olhava, mas logo retornaram ao submarino, procurando-os rapidamente sob a água.
At'anau observou a peça robótica virar as costas para eles e mordeu o lábio por um segundo antes de cortar o nó da corda, aproveitando a deixa. Usando as mãos, ela rastejou até o fundo, onde a escuridão a protegeria da visão, e rapidamente nadou em direção ao bolsão de ar.
Usando raízes de plantas a cada poucos passos, ela se virava para olhar para os dois, buscando tranquilidade antes de impulsionar-se para romper a superfície dentro da pétala da flor.
Lá dentro, as pessoas gritaram, e At'anau ofegou ao encontrar o ar, observando os três pares de olhos.
— Lo'ak... — A menina encontrou o olhar aliviado do garoto primeiro, antes que ele se voltasse para o mais novo, e ela finalmente soltou o ar que estava prendendo com ansiedade.
Ao'nung relaxou ao ver sua irmã, que estava com o menino mais novo, mas logo ficou preocupado novamente ao ver que a irmã parecia ainda mais ansiosa e afundou a cabeça para trás, olhando sob seu esconderijo e voltando em pânico.
— Eles estão vindo!
At'anau franziu a testa diante da exclamação, olhando para si mesma enquanto a luz os alcançava.
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Through the Valley¹ | Ao'nung
FanfictionNão há dúvidas de que os laços pessoais entre gêmeos podem ser fortes, mas não há evidências de que esse vínculo seja algo misterioso ou inexplicável. Se ao menos um soubesse a dor que causaria um ao outro quando essa conexão se partisse. Os Na'vi d...
