Capítulo 25

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-«-«- Ladra Honesta -»-»-

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At'anau encontrou o garoto no arsenal arrumando duas sacolas, e ela o observou pegar dois de cada objeto e guardá-los nas sacolas.

- Seu pai me disse para coletar o necessário.

O garoto se virou, olhando para ela antes de fechar uma das sacolas e jogá-la para a garota, que a pegou com uma das mãos. A outra estava em volta do colar que sua irmã lhe deu de presente, e ela não conseguia parar de mexer nela.

Ela murmurou um agradecimento antes de segui-lo para fora da tenda, olhando na bolsa e observando a faca e outros equipamentos de corte que ela não tinha visto antes.

Ao'nung chamou por seu ilu e At'anau também iria fazer o mesmo, mas foi recebida com a criatura já sob seus pés. Ao'nung passou à garota uma sela para o animal e se preparou para a viagem, antes de seguir o garoto.

As crianças se encontraram com outros membros do grupo no caminho e se localizaram no recife rochoso, abandonando seus ilus e mergulhando. At'anau seguiu o garoto para baixo entre as pedras escuras submersas até que uma sensação estranha subiu por seus braços. O garoto olhou para cima quando a garota não conseguiu acompanhar seu ritmo e a observou olhar a superfície diante dos arredores ilimitados. Se pudesse, ele teria soltado um suspiro, mas em vez disso nadou para cima, pegou o braço dela e fez sinal para ela parar de se distrair.

A garota conseguiu entender o que ele quis dizer através do contexto e do olhar frustrado em seus olhos, ignorando, assim, a escuridão que se instalou entre eles conforme se aprofundavam.

Logo eles viraram uma esquina atrás de corais grossos e pedras e foram recebidos por uma grande força de corrente. A garota se segurou na rocha, surpresa com as ondas debaixo d'água, mas grata pelas luzes bioluminescentes que as criaturas lhes concederam.

At'anau tentou se concentrar na trilha que ela tinha que seguir em vez do ambiente fechado ao seu redor, mas logo se deparou com muitos outros membros do clã já mexendo nas pedras.

At'anau se questionou sobre a coisa estranha que eles carregavam em suas costas. Uma anêmona em sua pele como asas que brilhavam em um rosa avermelhado e eram guiadas para os portadores que queriam.

At'anau se virou para o garoto que tinha uma nas suas costas também e ele se virou para ela com uma nas mãos.

Com o cenho franzido, a menina olhou para a criatura translúcida e procurou por dentes.

- Seu fila. - O menino sinalizou para ela quando ela não se moveu e a observou se recuperar segurando a ponta da trança entre os dedos antes de conectá-la ao animal.

O garoto observou os olhos amarelos da garota se arregalarem enquanto suas pupilas se contraiam. Ele gesticulou com a cabeça para que ela se virasse e ela o fez, deixando-o colocar o manto branquial em suas costas, seus dedos roçando sua pele apenas com a ponta.

A criatura a abraçou e a pressão das águas profundas e do dióxido de carbono nos pulmões da menina desapareceram como uma lufada de ar fresco.

O garoto fez sinal para a garota segui-lo mais uma vez e a levou até uma rocha exposta que se espalhavam como barbatanas. No topo da superfície, havia conchas verdes brilhantes e redondas, quase coladas nas pedras.

Para impedir da garota de explorar em vez de trabalhar, ele a puxou de volta quando ela começou a se afastar. Ao'nung tirou a faca da mochila que ele empacotou para os dois mais cedo e mostrou para a garota para que ela o copiasse.

Through the Valley¹ | Ao'nungHistórias para pegar e não largar. Descubra agora