Capítulo 49

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-«-«- Proteja o Povo -»-»-

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As crianças ficam entre as algas enquanto o mais novo estava ao lado do Tulkun, conversando com ele com as mãos.

At'anau e o resto do grupo apenas observavam à distância segura o menino interagir com o animal e ela não pôde deixar de notar que seu irmão gêmeo era o mais desconfortável com toda a situação.

Ela queria dar um empurrãozinho nele, dizendo para ter um pouco de fé no jovem imprudente, mas apenas mantinha o olho no mais novo à distância.

Os cinco jovens observavam a pequena figura do menino em comparação com o Tulkun, mas Lo'ak não parecia intimidado.

O jovem nadou em frente à boca do Tulkun enquanto esperava que o animal marinho mostrasse o que queria, mas nada aconteceu.

Lo'ak o havia pedido para contar sua história, convencendo-o de que eles poderiam confiar um no outro, mas ainda levou um segundo para o mamífero abrir sua boca por completo.

At'anau ficou assustada com o abismo escuro em que Lo'ak estava, mas olhou para Tsireya, que não tinha nenhum sinal de preocupação em suas feições, então ela confiou em si mesma para também não se preocupar.

Ao'nung e Rotxo compartilharam um olhar confuso e antes que a garota pudesse perguntar algo a Lo'ak, ele mergulhou na garganta do Tulkun.

Lo'ak entrou no espaço escuro e se virou para olhar para as crianças atrás dele, mas só observou a boca do Tulkun se fechar.

Antes que At'anau pudesse reagir, Neteyam saltou em ação, mas a garota rapidamente o segurou de volta com a mão de Tsireya. At'anau balançou a cabeça para a tentativa inútil do irmão e Tsireya sinalizou para o menino parar.

Neteyam recuou novamente enquanto todos esperavam o próximo passo.

Ao'nung ficou ao lado da garota ao notar o estado dela debaixo d'água. Ele se lembrou da primeira vez que a haviam trazido e comparou sua postura antes ansiosa com a maneira confiante com que ela estava agora.

Ela parecia estar mais confiante nas criaturas da água do que seu irmão, e o menino não pôde deixar de se satisfazer com a confiança que ela irradiava em seu lar.

Mas todas as crianças estavam simplesmente inconscientes de outro medo que havia dominado o garoto.

Ele observou as conchas dançarem em seu pescoço enquanto seus olhos permaneciam fixos no animal e ele notou a ausência dos dentes dos predadores.

Rotxo olhou para o menino observando a garota que estava alheia aos olhos sobre ela e revirou os olhos por cima dela.

Logo Payakan abriu a boca novamente e Lo'ak nadou freneticamente, despertando preocupação na barriga da garota ao ver seu irmão perturbado.

Em vez de nadar em direção às crianças, Lo'ak foi diretamente para cima e sentou-se na barbatana do animal, que levantou seu corpo até a superfície também.

Todas as crianças observaram a garota ser a primeira a nadar para cima e a seguiram. Tendo tempo suficiente no caminho de volta para a terra, o tempo foi preenchido pelo menino mais jovem, que contava o que havia acontecido nos minutos em que ele ficou dentro da boca do Tulkun.

Lo'ak se uniu a Payakan e a irmã mais velha conseguiu ler nos rostos dos filhos do recife que não era a melhor coisa que poderia ter acontecido, mas obviamente não era a pior.

A garota ficou feliz por seu rmão, mas achou uma pena que o menino Omaticaya não tivesse conseguido encontrar seu irmão espiritual na floresta, sua antiga casa, mas ela reconheceu que ele devia estar feliz de qualquer forma. E se fosse um animal, depois de conhecer o Tulkun, ela poderia dizer com o coração em paz que estava feliz com ele.

Through the Valley¹ | Ao'nungHistórias para pegar e não largar. Descubra agora