Essa história é uma tradução da obra original do perfil PoppyMesh.Todos os direitos da obra vão para ela.
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-«-«- Tudo em Vão -»-»-
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Caminhando ao redor, a respiração em pânico do pai ficava cada vez mais superficial com o passar do tempo. Muitas vezes olhando para trás em busca da filha, ele observava a postura curvada da menina. Sem dúvida, ela estava exausta e desorientada. Cansada e esgotada, a menina seguia atrás do pai, lutando para acompanhar, mas avançando rápido o suficiente.
Respirando com dificuldade entre os escombros dos bombardeios, a garota chamou pelo pai. O homem virou-se freneticamente, os olhos indo de um lado a outro, antes de seguir a menina, que puxou o corpo entre as fundações destruídas.
Ao subir, a menina não olhou para trás para se certificar de que o homem a seguia; continuou a erguer-se sobre os pedaços quebrados, até descer e entrar na nave.
Os cantos e fundos da sala estavam em chamas, contaminando o ar e consumindo o lugar.
O corrimão amarelo, sinal de que estavam no caminho certo, fez a garota procurar pelas irmãs — mas logo só encontrou um par de olhos.
At’anau observou a mais nova; as orelhas dela se animaram com a presença, só para se dobrar novamente quando o fogo iluminou a sala outra vez. At’anau fingiu que o único passo que Tuk dera para trás ao ver a irmã nas luzes não a afetara, e simplesmente seguiu em sua direção.
Rapidamente, a mais nova recuperou a compostura quando a irmã, com força, cortou as amarras laranja. At’anau não a encarou enquanto a soltava e se voltou para o pai, que finalmente alcançara as duas.
Ele suspirou aliviado ao ver a menor junto da garota, mas continuou andando pela beirada, olhando ao redor.
— Onde está Kiri? — perguntou.
Jake apenas olhou para o olhar vazio da filha; a boca aberta para falar, mas nenhuma palavra formou-se.
— Por ali — sussurrou Tuk, apontando para a saída principal do navio, por onde evitavam passar. — Por ali — repetiu com urgência, e o pai assentiu. — Ok.
As mãos dele, cada uma segurando uma arma, descansavam nos ombros das filhas enquanto caminhava em direção à saída.
— Fiquem atrás de mim.
At’anau segurou a mão de Tuk, que permaneceu perto da irmã mais velha, cujos braços já começavam a pesar.
O fogo ardia às costas deles enquanto se moviam lentamente; os pequenos gemidos de medo de Tuk eram o único som além do estalo do navio em chamas.
Antes que pudessem se aproximar da saída, uma figura alta dobrou a esquina e veio em direção a eles.
At’anau puxou Tuk para mais perto; a visão fez-lhe a coragem minguar.
— Esquerda! — disse Tuk.
A garota estava nas mãos do único homem que temiam enfrentar. Tuk manteve a cabeça erguida enquanto a lâmina cortava as primeiras camadas de pele.
Tuk chamou pela irmã novamente, mas não se atreveu a dar mais um passo.
A menina mais velha observou o pai, incapaz de ficar parado; ele movia-se nervoso, sem saber o que fazer. Estendeu o braço para impedir que as duas passassem, percebendo que a filha mais velha era instável o suficiente para cruzar aquela linha com as mãos nuas.
At’anau sentia os pés pesarem, mas manteve a irmã por perto, quase exclusivamente desesperada para que o homem simplesmente os deixasse ir.
— O tempo está acabando, cabo — disse ele ironicamente, segurando a garota à sua frente e forçando-a a ficar parada sob seu domínio.
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Through the Valley¹ | Ao'nung
FanfictionNão há dúvidas de que os laços pessoais entre gêmeos podem ser fortes, mas não há evidências de que esse vínculo seja algo misterioso ou inexplicável. Se ao menos um soubesse a dor que causaria um ao outro quando essa conexão se partisse. Os Na'vi d...
