Capítulo 60

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Essa história é uma tradução da obra original do perfil PoppyMesh.Todos os direitos da obra vão para ela.

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-«-«- Tudo em Vão -»-»-

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Caminhando ao redor, a respiração em pânico do pai ficava cada vez mais superficial com o passar do tempo. Muitas vezes olhando para trás em busca da filha, ele observava a postura curvada da menina. Sem dúvida, ela estava exausta e desorientada. Cansada e esgotada, a menina seguia atrás do pai, lutando para acompanhar, mas avançando rápido o suficiente.

Respirando com dificuldade entre os escombros dos bombardeios, a garota chamou pelo pai. O homem virou-se freneticamente, os olhos indo de um lado a outro, antes de seguir a menina, que puxou o corpo entre as fundações destruídas.

Ao subir, a menina não olhou para trás para se certificar de que o homem a seguia; continuou a erguer-se sobre os pedaços quebrados, até descer e entrar na nave.

Os cantos e fundos da sala estavam em chamas, contaminando o ar e consumindo o lugar.

O corrimão amarelo, sinal de que estavam no caminho certo, fez a garota procurar pelas irmãs — mas logo só encontrou um par de olhos.

At’anau observou a mais nova; as orelhas dela se animaram com a presença, só para se dobrar novamente quando o fogo iluminou a sala outra vez. At’anau fingiu que o único passo que Tuk dera para trás ao ver a irmã nas luzes não a afetara, e simplesmente seguiu em sua direção.

Rapidamente, a mais nova recuperou a compostura quando a irmã, com força, cortou as amarras laranja. At’anau não a encarou enquanto a soltava e se voltou para o pai, que finalmente alcançara as duas.

Ele suspirou aliviado ao ver a menor junto da garota, mas continuou andando pela beirada, olhando ao redor.
— Onde está Kiri? — perguntou.

Jake apenas olhou para o olhar vazio da filha; a boca aberta para falar, mas nenhuma palavra formou-se.

— Por ali — sussurrou Tuk, apontando para a saída principal do navio, por onde evitavam passar. — Por ali — repetiu com urgência, e o pai assentiu. — Ok.
As mãos dele, cada uma segurando uma arma, descansavam nos ombros das filhas enquanto caminhava em direção à saída.
— Fiquem atrás de mim.

At’anau segurou a mão de Tuk, que permaneceu perto da irmã mais velha, cujos braços já começavam a pesar.

O fogo ardia às costas deles enquanto se moviam lentamente; os pequenos gemidos de medo de Tuk eram o único som além do estalo do navio em chamas.

Antes que pudessem se aproximar da saída, uma figura alta dobrou a esquina e veio em direção a eles.

At’anau puxou Tuk para mais perto; a visão fez-lhe a coragem minguar.
— Esquerda! — disse Tuk.

A garota estava nas mãos do único homem que temiam enfrentar. Tuk manteve a cabeça erguida enquanto a lâmina cortava as primeiras camadas de pele.

Tuk chamou pela irmã novamente, mas não se atreveu a dar mais um passo.

A menina mais velha observou o pai, incapaz de ficar parado; ele movia-se nervoso, sem saber o que fazer. Estendeu o braço para impedir que as duas passassem, percebendo que a filha mais velha era instável o suficiente para cruzar aquela linha com as mãos nuas.

At’anau sentia os pés pesarem, mas manteve a irmã por perto, quase exclusivamente desesperada para que o homem simplesmente os deixasse ir.
— O tempo está acabando, cabo — disse ele ironicamente, segurando a garota à sua frente e forçando-a a ficar parada sob seu domínio.

Through the Valley¹ | Ao'nungHistórias para pegar e não largar. Descubra agora