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-«-«- Minha responsabilidade -»-»-
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As duas crianças voltaram para suas respectivas famílias para o jantar e ouviram as histórias que circulavam. At'anau estava quieta como sempre, mas parecia estranhamente desinteressada na conversa à mesa.
Ao pensar no garoto a quem teria que dizer adeus naquele dia, ela sorriu com a sensação de formigamento que voltava a crescer em sua barriga.
Ela encheu a boca de comida para esconder o sorriso bobo e disfarçar os olhares que seu irmão lançava.
Com os Tulkuns tendo partido, os mares estavam mais calmos. Todos estavam em suas tendas ou trabalhando em terra firme, mas a garota logo viu o irmão mais novo saindo do galpão em direção a uma parte específica da praia e o seguiu assim que a tenda foi arrumada.
Lo'ak não prestava atenção a sua volta quando chamou por seu ilu e pegou a sela e o equipamento necessário para prepará-lo para uma viagem.
- O que você vai fazer?
Lo'ak se virou para encarar a garota que vinha caminhando em sua direção, com as mãos balançando e um brilho divertido nos olhos.
Ele revirou os olhos para o ilu, como se ela já não soubesse o que eu estou prestes a fazer.
- Não se preocupe com isso - murmurou, aproximando-se do ilu.
Mas a irmã o alcançou, colocando-se entre ele e o animal, estalando a língua entre os dentes.
- Agora eu sou uma guerreira leal do Olo'eyktan, irmãozinho. - A garota endireitou as costas, inclinando a cabeça enquanto observava o irmão, que cerrou o maxilar e desviou os olhos, lutando contra o impulso de jogar algo nela por mais uma vez dizer o que ele não deveria fazer. - Você sabe que eu não posso deixar você ir além do recife... - disse, pousando a mão sobre a sela que ele segurava. - Sozinho.
Ela observou o garoto ficar confuso, os pensamentos turvos, um leve brilho de interesse nos olhos.
- O quê? - disse ela enquanto devolvia os equipamentos à prateleira atrás do garoto. - Bem... - Assobiou para sua montaria. - Eu queria conhecer seu Tulkun assassino há dias.
A garota subiu com facilidade em sua skimwing enquanto o garoto observava a cena, revirando os olhos.
- Ele não é... - murmurou antes de desistir, já que a irmã permanecia indiferente e impaciente.
- Vamos logo. - At'anau estendeu a mão para o garoto se sentar atrás dela e avistou seu irmão mais velho vindo na direção deles.
- Aonde vocês pensam que vão? - chamou Neteyam, ao que Lo'ak e At'anau responderam ao mesmo tempo:
- Lugar nenhum.
- Payakan.
Lo'ak olhou incrédulo para a irmã por sua resposta tão direta, mas só viu o piscar indiferente dela.
- O quê?! - Neteyam gritou. - Vocês não podem simplesmente cruzar a fronteira!
Ele gritou para a garota, que já montava o animal e ignorava completamente suas palavras.
- Ah, não! - exclamou At'anau enquanto o animal começava a se mover. - Parece que estamos indo!
- At'i! - Neteyam chamou, como se fosse ele o único em apuros ali.
- Não consigo te ouvir! - gritou a garota à frente, movendo-se devagar pela água. - Estamos cruzando a fronteira!
Montados no Tsurak, os dois cortavam a água enquanto Lo'ak indicava o caminho.
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Through the Valley¹ | Ao'nung
Fiksi PenggemarNão há dúvidas de que os laços pessoais entre gêmeos podem ser fortes, mas não há evidências de que esse vínculo seja algo misterioso ou inexplicável. Se ao menos um soubesse a dor que causaria um ao outro quando essa conexão se partisse. Os Na'vi d...
