Capítulo 17

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Jungkook

O vapor do chuveiro começava a embaçar o espelho do banheiro luxuoso, criando uma redoma de isolamento onde o mundo exterior - com suas leis e perigos - não existia. Jungkook segurava Jimin sob a água morna com uma delicadeza que contrastava brutalmente com o "Dom" que, minutos antes, marcava sua pele.

Para Jimin, o silêncio de Jungkook enquanto o ensaboava era apenas cansaço pós-prazer. Mas, para Jeon, aquele silêncio era o peso de uma vida dupla.

Jungkook depositou Jimin com cuidado na cama, agora com lençóis limpos trocados rapidamente por uma governanta que sabia nunca fazer perguntas. Enquanto Jimin caía em um sono profundo e exausto, Jungkook vestiu um roupão e caminhou até a varanda. O vento frio da noite atingiu seu peito.

Ele pegou o celular criptografado escondido no fundo de uma gaveta de fundo falso. Três chamadas perdidas. Todas do quartel-general do FBI.

Ele digitou rapidamente: "Objetivo concluído em casa. Monitoramento 24h ativo. O leilão de sexta-feira ainda é o alvo."

A verdade que Jimin não sabia era que aquele acesso de possessividade e o sexo intenso não foram apenas desejo; foram desespero. Naquela tarde, Jungkook interceptara uma lista de "lotes" para o próximo leilão da Organização Syndicate, um grupo de tráfico humano de alto escalão. O nome de Jimin não estava lá, mas uma foto dele, tirada da janela do segundo andar daquela mesma casa, estava anexada a um dossiê com o título: "A Joia do Dom: Capturar para Quebrar".

Jungkook voltou para o quarto e sentou-se na beira da cama, observando o peito de Jimin subir e descer. Ele passou os dedos pelas marcas avermelhadas nas coxas do noivo - marcas que ele mesmo fizera.

__ Eu prefiro que você sinta dor pelas minhas mãos, onde eu posso te curar depois, do que deixar o mundo tocar em você __ sussurrou Jungkook, sua voz perdendo a rouquidão do prazer e ganhando o tom sombrio de um agente que já viu o pior da humanidade.

Seu trabalho no FBI exigia que ele se infiltrasse no submundo BDSM para derrubar essas redes de tráfico. Ele usava sua persona de "Dom Jeon" como o disfarce perfeito.

Mas a linha entre o disfarce e a realidade estava borrando. Ele protegia Jimin mantendo-o sob uma vigilância asfixiante, fingindo ser apenas um noivo ciumento, quando na verdade, cada câmera instalada na casa era um link direto para sua unidade tática.

O celular vibrou novamente. Uma imagem foi enviada. Era o carro de Jungkook estacionando naquela tarde, com o selo do FBI em cima da imagem.

Mensagem de número desconhecido: "O Agente Jeon gosta de brincar de mestre com a mercadoria? O preço dele no leilão vai triplicar se ele vier com a sua assinatura, Dom."

O sangue de Jungkook gelou. Eles sabiam.

Eles sabiam quem ele era e sabiam o que Jimin significava.

Ele olhou para Jimin, que se mexeu entre os lençóis, murmurando o nome de Jungkook entre sonhos. Jeon deitou-se ao lado dele, puxando o corpo menor para seus braços com uma força que quase acordou o outro.

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