Resumo: Descobrimos que o Half Hotel não é um apenas um refúgio para as almas perdidas, mas um selo criado pelos pais de Jungkook para conter as Criaturas Esporádicas, nascidas das falhas e injustiças dos reinos divinos. Jimin recupera suas memórias traumáticas da Terra, compreendendo que o incêndio que matou sua mãe terrestre e a depressão que o levou ao suicídio foram causados pelo Imo, a sombra que o perseguia.
Ademais, ele relembra que seus pais originais da Sobrestrina foram os juízes que condenaram os pais de Jungkook e transformaram o hotel em uma prisão, vinculando a alma de Jungkook a um "coração" instável que agora ameaça colapsar e destruir tudo ao redor.
Diante do colapso iminente, Jimin entende a divisão da existência entre Forma (A Besta Amarela/Imo = O instinto primitivo e o corpo físico), Razão (Jimin/Jungkook = As emoções humanas que regem o caos e tentam esquecer a dor) e Verdade (O que está trancado no andar -666 = A realidade dos fatos, o passado imutável, as escolhas e as falhas). Assumindo, portanto, sua identidade como "metade da chave" através do Ticket dourado.
Ao encontrar Jungkook exausto e sangrando para manter a esfera de energia sob controle, Jimin percebe que o amado está se tornando parte do próprio colapso. Encerramos com a dolorosa resolução de Jimin: ele descerá ao Andar -666 para libertar o Imo e devolver a Jungkook sua totalidade, aceitando o risco de ser odiado, contanto que consiga salvar a vida daquele que ama.
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“Diário de Park – quase – Jeon Jimin: Uma viagem por Lugar Nenhum.
Capítulo Dezoito: O vazio.
Caminhei sozinho pelos escombros do Dream Festival. Já não tinha esperanças ou qualquer emoção além da pura tristeza. Não sabia onde Jungkook estava e também não queria encontrá-lo. Eu estava grávido, era difícil olhar em seus olhos e esconder a verdade.
Longe, entre restos mortais de criaturas, enchimento de pelúcia e pedaços de concreto, eu vi um buraco escuro e pulsante, como um buraco negro. Estendi a mão e ele sumiu no escuro absoluto.
Sugou-me causando uma dor tão forte na cabeça que não conseguia abrir os olhos ou fazer nada além de gritar. Meus olhos começaram a revirar e sangrar enquanto da minha boca escorria espuma. Minha alma vibrava, como se tentasse se desprender do corpo. Eu iria morrer? Não. Já não a temia. Imagens surgiram como uma premonição, ditando o futuro, o caos que me aguardava no hotel. Eu vi uma enorme esfera de energia colapsar, o prédio inteiro se desfazer e Jungkook, caído em meio aos destroços, sem vida.
Quando a dor amenizou, eu me vi no inevitável. Não havia superfície, nem queda ou fundo. Minha pele parecia não encontrar limite, eu estava nú. No início tudo era um silêncio tão puro que chegava a doer. Era como respirar, mas o ar não parecia entrar, como se meu coração batesse, mas o som não saísse de mim.
Foi então que eu o vi… o vazio. Era pequeno e tão vasto, imperceptível e notável. Ele me tocou como uma espécie de absorção, contornando o meu corpo. Deslizou pelos ombros, entrou pelas frestas invisíveis e se infiltrou entre os meus ossos. Meus pensamentos se dissoviam antes de se completarem e minha memória ficou enevoada, como tinta espalhada em água.
As bordas do meu corpo deixaram de ser claras e o eu começou a escorrer, como uma linha desenhada na areia. Eu havia me tornado uma extensão infinita do vazio. Tudo estava calmo, tudo estava bem.”
『••✎••』
O peso de Jungkook em meus braços era o peso de um mundo inteiro sobre minhas costas, mas que já não tinha forças para sustentar. Seus cílios tremiam, e por um breve segundo, seus olhos se abriram. O que eu vi não eram as orbes escuras de quem sempre esteve no controle de tudo, inclusive do Half Hotel, mas o olhar desamparado do menino que herdara uma coroa de espinhos.
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Half Hotel (Jikook)
FanfictionHá uma alma vazia, que vagou erma por um longo tempo em uma terra devastada pela taciturnidade. Em uma noite, tempestuosa e sangrenta, a alma encontrou um novo mundo. Uma tela alabastrina. A alma solitária sou eu, Park Jimin. Half Hotel é o melhor...
