AVISO: Capítulo sem revisão !!
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"Diário de Park - quase - Jeon Jimin: Uma viagem por Lugar Nenhum.
Capítulo Cinco: Existência Incompleta.
Eu me lembro de como os dias eram frios, um clarão sem fim na tão temida Alabastrina. Antes da construção de Half Hotel. As almas vagavam sem direção, sem esperança. Secando como flores no deserto, virando pó. As promessas dos céus eram vagas e até mesmo o inferno era omisso. Elas apenas clamavam por uma decisão, uma importância, mas nem Deus ou o Diabo às queria. Eu catalogava suas existências e assistia o vazio. Uma a uma, elas iam sucumbindo na amargura de seus corações solitários.
Pegava-me perguntando qual a minha distinção delas. De que serviam esses longos fios negros, se arrastando do alto de um cume e se arrastando com o vento? As vestes nobres, de branco e dourado, revelando a natureza dos meus criadores. Dentre as almas desalentadas, um rapaz que eu conhecia bem. Jungkook também estava perdido, mas diferente de mim, acho que ele se sentia em casa. Do alto do cume da Sobrestrina, eu o observava escondido.
Jungkook parecia sempre saber para onde ir, mesmo que aquele lugar estivesse cercado pelo nada. Talvez seja por isso que ele não teme a brancura infinita nem as coisas que se escondem nas suas frestas. Eu, por outro lado, sentia o peso da Sobrestrina e da Subestrina me puxando para direções opostas, como se meus ossos fossem elásticos prestes a se partir.
As criaturas começaram a aparecer como manchas no tecido liso do horizonte. No início, eram apenas tremores na névoa, vultos que se dissipavam com o piscar dos meus olhos. Mas, aos poucos, tornaram-se contornos definidos, sombras com olhos, passos sem corpo, bocas que sussurravam nomes e provérbios etéreos. A primeira vez que uma me olhou, não foi como um animal que avalia uma presa, mas como algo que me conhecia desde antes de eu existir.
Com o tempo, um sentimento inescrutável amargava a ponta da minha língua. A sensação de que essas criaturas não surgiam ao acaso. Elas vinham em ciclos, quase como marés invisíveis. E, se eu me arriscasse a dizer, pareciam responder a algo. Um chamado silencioso, que apenas aqueles que não pertencem a lugar algum podiam ouvir. E eu começava a ouvir e acho que Jungkook também. Eu começava a ver, cada dia mais, semelhança.
Comecei a anotar nestas folhas cada aparição, a direção do vento, a cor do céu naquele instante, o cheiro que a brancura carregava. Quanto mais eu escrevia, mais elas apareciam. Como se minhas palavras fossem convites, como se o ato de registrar fosse, de algum modo, abrir portas. Portas que eu não sabia onde ficavam, mas que a "H&H administration" parecia conhecer bem.
Talvez o Half Hotel não tenha sido construído para abrigar almas perdidas... mas para atrair algo que estava disperso. Algo que precisava ser reunido. E, no fundo, temo que essas criaturas sejam pedaços de nós mesmos - fragmentos que alguém, em algum momento, partiu e espalhou pelo vazio. Talvez por acidente. Talvez por vingança.
Há noites em que acordo com a certeza de que uma delas, raquitica e amarela, de olhos grandes e fundos, esteve à beira da minha cama. Não sinto medo, mas um desconforto profundo, como se ela me conhecesse melhor do que eu mesmo. Em algumas manhãs, encontro grãos de pó dourado sobre o chão, na forma exata da minha sombra segurando um tíquete. Jungkook nunca vê. Ou finge não ver.
Pergunto-me se, quando o hotel foi erguido, ele realmente foi um presente dos pais de Jungkook... ou se foi uma âncora. Uma rede. Uma armadilha para recolher essas criaturas antes que escapassem. Se for isso, então nós - Jungkook, eu, os funcionários e todos os hóspedes - não passamos de iscas vivas.
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Half Hotel (Jikook)
FanfictionHá uma alma vazia, que vagou erma por um longo tempo em uma terra devastada pela taciturnidade. Em uma noite, tempestuosa e sangrenta, a alma encontrou um novo mundo. Uma tela alabastrina. A alma solitária sou eu, Park Jimin. Half Hotel é o melhor...
