Capitulo 65

2.9K 251 46
                                    

    Senti meu nariz arder por conta da água, e meus pulmões gritarem por ar ao mesmo tempo em que sou levada para baixo. Nesse momento, braços fortes e quentes me puxam para a superfície me deixando finalmente inalar oxigênio. No mesmo instante, como que em um passe de mágica, Diogo aparece na superfície com um sorriso malicioso nos lábios, enquanto Agus ria loucamente da cara assustada que eu e Mariana fazíamos.

-Te peguei! E foi muito fácil fazer isso!- diz Diogo.

-Você.não.deveria.ter.feito.isso! - digo pausadamente, ainda pela falta de ar.

-Seu idiota!- esbraveja Mariana.

-Augusto, por acaso você estava envolvido nisso?! - questiono, nadando até minha prancha que se afastou por conta da confusão.

      Ele deixa de rir.

-É-é não! Q-quer d-izer...

-Nem precisa responder! Já entendi tudo! - digo brava.- Pode apostar que vai ter troco!

-Amor eu..

-Nem mais uma palavra!

    Vejo uma onda grande se aproximando .

-Mariana, tá na nossa hora! - aponto para a montanha molhada que se aproximava, e ela entende o recado se posicionando para pegar aquela onda.

     Apesar de nunca termos feito isso, as instruções não foram ruins e rapidamente somos levadas pela onda, obviamente não arrisquei ficar em pé, até porque estava nervosa demais para pensar em surfe. Afundamos um pouco antes de chegar na areia.
     Resgato minha prancha e antes de sair da água, retiro as areias que entraram nos lugares mais impossíveis aos olhos humanos.
    Voltamos emburradas até o grupo que tomava  sol a nossa espera . Augusto e Diogo chegaram logo depois, com suas pranchas na mão.

-O que aconteceu? Por que estão bravas?- indaga Sara.

-Pergunta pra esses dois idiotas!

-Ei, Mônica acabou de me mandar uma mensagem, o almoço está servido! - avisa Simon.

-E desde quando você tem o número da professora?! - pergunta Mariana, um pouco enciumada.

-Eu não tenho... ela tem o meu... - mente.

-Aham sei!

     Pego minha toalha e me afasto em direção ao local onde provavelmente serviriam o almoço. No caminho, Jack faz um sinal para que eu o espere, mas continuo andando.

-E ai? Aproveitando as férias? - indago irônica.

-Impressão minha ou senti uma pontinha de ironia nessa frase?

    Reviro os olhos.

-Elas tem idade pra ser suas filhas. - digo.

-Mas não são. Pra sua informação, sou mais novo do que seu pai.

-Aé? Quantos anos? 40?

-Acho que alguém não acordou de bom humor...

-Só não gosto de babá! - retruco.

-Não vim como babá.

   Paro.

-A não? Que eu saiba Luiz te mandou para cuidar de mim!

-Por mais difícil que seja aceitar, você não é o centro do mundo. Eu vim para cuidar da equipe!

-Pra isso temos a Mônica!

-Como se fosse fácil cuidar de um bando de adolescentes hormonais!

   Bufo e continuo andando, só que desta vez sozinha, já que estávamos muito perto do meu destino e não poderia ser vista com Jack.
   Me sento em uma mesa redonda com exatamente cinco lugares. O almoço seria ao ar livre, já que o tempo não aparentava risco de chover.

Agente MorganOnde histórias criam vida. Descubra agora