Depois de sermos forçados a acompanha-los até um galpão abandonado, Diogo e eu somos amarrados cada um a uma cadeiras enquanto alguns homens nos apontavam com as armas. Watson já não estava alí, os únicos que para a minha surpresa estavam, era Alex e Clara. No entanto a situação de ambos não era distinta.
-Olha, olha,olha.... nossa invencível Natasha! - debocha Alex.
-Nem tão invencível assim, afinal ela foi pega... - diz Clara.
-Que eu saiba vocês chegaram aqui primeiro.
O general finalmente se aproxima exalando poder por cada poro, deixando sua arma na cintura como lembrete para que ninguém questionasse sua altoridade.
-Pelo visto já se conhecem... - constata.
-Sim, Alex e Clara eram colegas no jardim de infância. - sorrio sarcástica.
Diogo ri, enquanto os dois me encaravam bravos.
-Então esses são seus nomes... agora gostaria de saber o de vocês ... - diz apontando na nossa direção.
-Natasha. - responde Clara, na mesma moeda. - O outro eu não conheço...
-Podem começar! - grita, altorizando dois homens com maletas parados na porta a entrarem no local.
-O que é isso? - questiona Diogo.
As maletas são abertas, revelando o conteúdo. Quatro seringas de conteúdo transparente são expostas.
-Sódio Pentatol... Mais conhecido como soro da verdade... comece por ela.
-É... olha, eu não costumo ingerir muito sódio na minha alimentação... então passo a vez pro Diogo e... Ai!!!
Enquanto um tratava de segurar meu braço, o outro perfurava minha pele e inseria o conteúdo no meu corpo. Por um momento uma sensação gelada exatamente na região na qual se inceriu a agulha trouxe-me uma tontura.
-Os efeitos do sódio Pentotal são de fato, menos específicos... - continua.
Minha cabeça pendia sobre os ombros.
-Minha cabeça está estranha... - reclamo.
-Aplique nos outros três! - ordena. - É um anestésico utilizado no século XIX como droga recreacional. Pode deformar a percepção e alterar a consciência.
-Agora vamos direto ao assunto, quem são vocês? E o que os trouxe aqui? - pergunta Watson.
-Sou uma pessoa e vim com minhas pernas! - respondo rindo.
Com certeza não estou em meu estado normal. Nunca faria uma piada tão sem graça. Pelos menos eu acho.
-Nem sobre o efeito de droga ela cala a boca. - reclama Diogo.
-Diogo, por mais que você seja até bonitinho, eu quebraria sua cara agora mesmo!! - digo reprimindo meus lábios. - Não quis dizer isso.
Mordo o canto da boca , evitando deixar escapar qualquer coisa.
-Natasha, você não sabe como eu te odeio! - grita Clara.
-O sentimento é recíproco? Vaca dos cabelos de ouro podre! - digo.
Por que não consigo me conter?!
Recebo dois socos no rosto, tentativa falha do general em tentar me conter. Mas minha única reação é rir por não poder fazer nada.
-Vão me dizer ou não? - indaga .
-É... não! - inicia Diogo.
O homem já de meia idade, bufa cansado, provavelmente por causa da enrolação.
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Agente Morgan
AléatoireSinopse: Natasha Brook Morgan, mais conhecida como Natasha Morgan, sempre viveu com seus avós maternos em Londres. Porém sua vida sofre uma grande mudança quando é surpreendida por uma bolsa para estudar na melhor escola dos Estados Unidos. Mo...
