Capitulo 46

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       Depois de sermos forçados a acompanha-los até um galpão abandonado, Diogo e eu somos amarrados cada um a uma cadeiras enquanto alguns homens nos apontavam com as armas. Watson já não estava alí, os únicos que para a minha surpresa estavam, era Alex e Clara. No entanto  a situação de ambos não era distinta.

-Olha, olha,olha.... nossa invencível Natasha! - debocha Alex.

-Nem tão invencível assim, afinal ela foi pega... - diz Clara.

-Que eu saiba vocês chegaram aqui primeiro.

       O general finalmente se aproxima exalando poder por cada poro, deixando sua arma na cintura como lembrete para que ninguém questionasse sua altoridade.

-Pelo visto já se conhecem... - constata.

-Sim, Alex e Clara eram colegas no jardim de infância. - sorrio sarcástica.

     Diogo ri, enquanto os dois me encaravam bravos.

-Então esses são seus nomes... agora gostaria de saber o de vocês ... -  diz apontando na nossa direção.

-Natasha. - responde Clara, na mesma moeda. - O outro eu não conheço...

-Podem começar! - grita, altorizando dois homens com maletas parados na porta a entrarem no local.

-O que é isso? - questiona Diogo.

       As maletas são abertas, revelando o conteúdo. Quatro seringas de conteúdo transparente são expostas.
    
-Sódio Pentatol... Mais conhecido como soro da verdade... comece por ela.

-É... olha, eu não costumo ingerir muito sódio na minha alimentação... então passo a vez pro Diogo e... Ai!!!

      Enquanto um tratava de segurar  meu braço, o outro perfurava minha pele e inseria o conteúdo no meu corpo. Por um momento  uma sensação gelada exatamente na região  na qual se inceriu a agulha trouxe-me uma tontura.

-Os efeitos do sódio Pentotal são de fato, menos específicos... - continua.

     Minha cabeça pendia sobre os ombros.

-Minha cabeça está estranha... - reclamo.

-Aplique nos outros três! - ordena. - É um anestésico utilizado no século XIX como droga recreacional. Pode deformar a percepção e alterar a consciência.

-Agora vamos direto ao assunto, quem são vocês? E o que os trouxe aqui? - pergunta Watson.

-Sou uma pessoa e vim com minhas pernas! - respondo rindo.

       Com certeza não estou em meu estado normal. Nunca faria uma piada  tão sem graça. Pelos menos eu acho.

-Nem sobre o efeito de droga ela cala a boca. - reclama Diogo.

-Diogo, por mais que você seja até bonitinho, eu quebraria sua cara agora  mesmo!! - digo reprimindo meus lábios. - Não quis dizer isso.

     Mordo o canto da boca , evitando deixar escapar qualquer coisa.

-Natasha, você não sabe como eu te odeio! - grita Clara.

-O sentimento é recíproco? Vaca dos cabelos de ouro podre! - digo.

    Por que não consigo me conter?!

       Recebo dois socos no rosto, tentativa falha do general em tentar me conter. Mas minha única reação é rir por não poder fazer nada.

-Vão me dizer ou não? - indaga .

-É... não! - inicia Diogo.

      O homem já de meia idade, bufa  cansado, provavelmente por causa da enrolação.

Agente MorganOnde histórias criam vida. Descubra agora