Sinto algo deslizar sobre o tecido do meu macacão, e acabo por me remexer um pouco. Sei que peguei no sono, porque minha mente parece acordada, mas meu corpo não. Tenho plena consciência de que tem algo deslizando sobre a minha qperna, só não consigo fazer com que meu corpo obedeça aos meus comandos. Eu realmente estava muito cansada.
Juntando o último vislumbre de energia que me restava, e saio de uma vez dessa espécie de transe, soltando um longo suspiro antes de levantar minha cabeça que estava apoiada em meus braços sobre os joelhos, e sou rapidamente recebida qpor vários raios de sol.
Forço a vista ainda não acostumada com a claridade e olho para cima, vendo um bonito dia ensolarado. Outra vez volto a
sentir algo gelado sobre a minha perna. Olho de uma vez para baixo vendo uma pequena cobra tentando se esgueirar em
mim.
Solto um grito agudo de pavor e levanto de uma vez do chão. Vejo que alguns pássaros que estavam por perto voam ao se
assustarem com o barulho. Chacoalho a perna até que me livrasse da cobra, e depois dou passos para o lado suspirando
aliviada. Lembro-me da noite passada e acabo olhando em volta em busca de algum sinal de Damon, mas como já era de se imagainar, o cretino me deixou aqui sozinha. Bufo irritada e encaro o túnel, ele vai ser minha única chance de voltar, só espero não ser pega. Penso na hipótese de fugir floresta a dentro, mas sei que não seria assim tão fácil.
Imagino o que ele poderia comigo e com quem eu gosto se eu tentasse algo desse tipo. Tenho que ter uma estratégia antes de tentar fazer algo do gênero.
Caminho até o túnel e não fraquejo ao entrar nele, pois lembro de Bonnie dizer que as criaturas só habitam aqui durante a madrugada. Começo a andar calmamente podendo agora observar alguns detalhes do túnel devido aos feixes de luz que entravam. Tudo aqui era gasto de sujo, não tinha nada de anormal a não ser pelo mal cheiro e por algumas manchas de sangue na parede.
Começo a lembrar do homem misterioso, e como em um estalo tudo faz sentido na minha cabeça. Ele se chama Sr. Waverly, fala com as criaturas sem um pingo de receio, então só pode ser o dono desse lugar. Eu realmente estava muito cansada, essa é a única explicação para eu não ter juntado os fatos antes.
Termino minha caminhada pelo túnel e faço aquele já conhecido caminho até a porta que me levaria para dentro do sanatório, mas antes que eu a alcançasse, ela é aberta e um Elijah com uma expressão extremamente furiosa sai de lá.
- Garota, você está muito encrencada - ele vem em passos pesados até mim - Eu estou te procurando a manhã toda. Como veio parar aqui? - ele me encara sério e por um instante penso em lhe contar a verdade, mas lembro sobre Gemma dizer que
nem todos aqui são sobrenaturais, e se Elijah não for um deles, certamente vai pensar que sou mais louca do que já acha.
- Se eu contar você não vai acreditar em mim de qualquer maneira - falo derrotada e vejo sua carranca ir embora assim que ele suspira cansado.
- Vamos logo, você tem que tomar um banho. Hoje é dia de visita - ele algema minhas mãos como de costume e agarra meu
braço me guiando para dentro.
Ignoro qualquer desconforto das algemas ao ouvir que hoje finalmente vou ver alguém que
não seja esses loucos.
Fizemos um longo caminho até o banheiro - Não demore, e não me faça ter que entrar aí - ele fala sério, mas eu apenas dou risada e entro no banheiro.
A
Escolho uma cabine e levo comigo todas as coisas que Elijah me entregou. Entro na cabine fechada apenas por uma clara
cortina azul e vou me despindo. Coloco minhas roupas sobre um pequeno banquinho que tinha ali e vou tomar meu banho.
Ligo o registro e sinto a água não tão quente atingir minha pele, preferia o chuveiro de casa, mas como não tenho muitas opções, esse deve servir. Fecho os olhos e tento não pensar em nada que não seja a água quase quente escorrendo por mim. Pego a pequena pedra de sabão branca para me lavar, e o faço, tentando tirar qualquer vestígio daquela floresta. Depois pego a embalagem do que parecia ser um shampoo e condicionador dois em um e lavo meus cabelos.
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Redemption || TVD
Horror"A crença derradeira é acreditar numa ficção, que você sabe ser ficção, nada mas havendo além disso; a espantosa verdade é saber que se trata de uma ficção, e que você acredita nela por vontade própria." Ela não acreditava em monstros. Ele era um mo...
