27 °- CAPÍTULO ✝

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Como na ida, a viagem de volta não demora. E quando menos espero, Alaric já estacionava em frente ao bar outra vez.

- Obrigada de novo, Alaric - agradeço enquanto desço da motocicleta e lhe entrego o capacete. Ele apenas sorri e assente.

- Nos vemos por aí, Ellise - dou uma risada e aceno, vendo sua motocicleta sumir.

Respiro fundo antes de me virar e fazer meu caminho até o bar. O céu já estava escuro e não havia nenhum sinal de movimentação agora. Empurro a grande porta de madeira e dou de cara com o bar totalmente deserto, nem o barman estava mais em seu posto de trabalho.

Não demora para que um Damon com uma carranca saia de umas das inúmeras portas do bar. Seu olhar não demora para cair
sobre mim, e vejo algumas veias saltarem em seu pescoço, e ele fecha as mãos em punhos. Ele estava realmente com raiva,
ótimo.

- Onde você estava? - eu podia sentir a raiva transbordando em suas palavras. Caminho até o bar o ignorando, e me inclino sobre o balcão pegando uma garrafa de uma bebida qualquer - Eu estou falando com você, Elena - ele vem em passos pesados até mim.

- Pensei que tivesse me pedido para dar uma voltinha - sorrio para ele, antes de levar a garrafa até a boca, tomando um longo
gole da bebida e sentindo a ardência em minha garganta. O escuto bufar irritado - Se divertiu muito? - vejo sua carranca sumir e dar lugar a um sorriso de lado. Suas malditas mudanças de humor são fodidas.
- Na verdade sim... Muito - ele completa e basta só essas palavras para que meu sangue ferva.

- Quer saber de uma coisa? - eu pergunto irônica - Você é um maldito cretino que não liga para os sentimentos dos outros.
Está tão ocupado com sua cabeça enfiada no seu maldito traseiro que não se importa de pisar ou até mesmo matar quem entrar no seu caminho só para conseguir o que quer - ele volta a ficar sério.

Começo a andar pelo bar de maneira nervosa.

- E eu já estou cansada da maldita maneira que você me trata, Damon - me viro o encarando profundamente. Eu quero que minhas palavras o acertem, quero que ele sinta toda a minha raiva - Estou cansada de você sempre fazer esses joguinhos comigo. Eu não sou a porra de uma boneca que você usa só quando lhe convém - faço gestos exagerados com as mãos,
fazendo com que o conteúdo da garrafa caia sobre o chão - Só que eu eu não posso fazer nada porque eu tenho a porcaria de
uma ligação com você, e eu odeio isso. Eu odeio estar aqui, eu odeio ter que ficar do seu lado - vejo seu maxilar trincar - Fui
estúpida o suficiente por achar que em algum momento você, o meu assassino, poderia voltar a ser quem era. O Damon do sonho - ele analisava cada palavra que eu dizia, mas não ousava falar nada - Mas eu estava errada, porque você não tem conserto. Você arruinou a sua a vida e depois fez o mesmo com a minha, e até hoje eu me pergunto o porque?! - tomo outro gole da garrafa, antes de joga-la no chão, escutando ela se quebrar - Aposto que transformou minha vida nesse inferno porque não tinha nada melhor para fazer. E sabe o que eu mais odeio? - dou uma risada sem humor.

Me viro por alguns segundos respirando fundo, para depois virar para ele outra vez.

- Odeio o fato de que toda vez que eu estou perto de você eu sinto coisas - gesticulo com as mãos - Eu fico ansiosa, nervosa,
confusa. Me odeio tanto por isso - fecho os olhos por alguns segundos - Mas eu odeio mais ainda você - dou passos rápidos e pesados em sua direção - Eu te odeio, Damon Salvatore - digo com toda a minha raiva e o puxo pela gola da sua jaqueta fazendo
com que nossas bocas se choquem.

Eu o odeio. Odeio com todas as forças, mas não posso impedir de sentir tudo o que sinto por ele.
Ele leva as mãos até minha cintura trazendo meu corpo para mais perto do seu. Levo minhas mãos até seus cabelos e dou
passagem para sua língua.

Redemption || TVD Histórias para pegar e não largar. Descubra agora