25°- CAPÍTULO ✝

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POV Harry

- E como eu saio daqui? - ela pergunta aflita. Ela está com medo de ficar sozinha? Só o pensamento me faz sorrir.

Estúpida.

- Não sai. Até amanhã, amor - sua expressão de pânico causa um grande efeito de satisfação em mim e me viro começando a
caminhar descontraído com as mãos nos bolsos pelo corredor. 

- Não se atreva a me deixar aqui sozinha - ela grita abafado por conta do vidro e solto uma risada seca, virando a esquerda -IDIOTA! - ela grita mais uma vez e algo dentro da minha cabeça parece não me deixar seguir em frente e paro no meio do
caminho.

Eu deixei a Elena para trás e fiz isso porque eu quis. Não importa se ela vai se meter em encrenca se alguém vê-la do outro lado, isso não é problema meu e não sei porque estou me preocupando. Penso e volto a caminhar.

Não, eu não estou me preocupando sequer, mas eu devia ao menos ter avisado do toque de recolher. Não é? Os pensamentos travam uma batalha dentro da minha cabeça e começo a me irritar por não conseguir achar uma solução.
Não, não deveria. Eu não devo nada a ela. Ela que se foda.

Decido, por fim, ir para minha cela e esperar que o amanhã chegue e traga uma Elena irritada para minha cela
questionando meu comportamento de a pouco e gritando comigo. O pensamento me faz rir, mas logo meu riso morre ao sentir uma pontada na barriga.

- Argh - grunho de dor e levo ambas as mãos para o local. 

Elena.

É a primeira coisa que me vem à cabeça ao ver que não há um agressor em potencial ao meu redor e faço o caminho de volta
para onde ela estava inicialmente, mas me deparo com a barreira de vidro que vai do teto até o chão, e respiro fundo, desaparecendo para apenas surgir do outro lado segundos depois. Elena surge da cozinha com uma expressão assustada.

- Elena! - chamo, mas ela parece se apavorar mais ao direcionar sua atenção à mim.

- Merda! - ela diz antes de correr para o banheiro.

Que porra... Me apresso a ir atrás dela. No momento em que entro no banheiro, tenho a certeza de que ela está escondida aqui, não apenas pelo fato de ter visto,
mas sua respiração alta e descompensada a entrega, mas mesmo assim, não tenho a porra da noção de onde ela está, por
isso, vou abrindo, uma por uma, todas as cabines em busca dela. Não me importando se quase arranco a porta no processo. E
quando chego na última, vejo pela fresta da porta que ela está encolhida sobre o vaso sanitário e abro a porta de uma vez.

- Que porra é essa, Elena? O que você está fazendo aí? - seus olhos triplicam de tamanho ao me ver e fico confuso, não entendendo a merda que está acontecendo. Ela está com medo de mim? - Calma, sou eu - minha voz é suave, mais suave do que eu pretendia e sua expressão ameniza.

- Damom?

- Sim, sou eu - mantenho o tom calmo, mas ela se encolhe cada vez mais contra a parede conforme vou me aproximando para tocar seu rosto e franzo o cenho.

Ela estava normal até agora, porque ela está agindo assim?
Seus olhos fecham bruscamente quando a toco e ela grita de forma estridente e antes que eu processe, ela me chuta com os
dois pés, fazendo com que meu corpo seja empurrado para a lateral da cabine, dando espaço para que ela saia correndo para
fora.

Apenas observo quando ela se afasta de forma rápida e respiro fundo irritado com essa situação fodida. Se ela pensa que eu
vou ficar correndo atrás dela feito um idiota, está muito enganada.

Saio do banheiro disposto a voltar para minha cela, mas mesmo assim, não deixo de olhar para os dois lados do corredor em busca de algum sinal dela e vejo que ela desaparece por uma porta desconhecida por mim, não sei o que há ali, mas boa
coisa não deve ser, e quando me viro para ir embora de vez, vejo uma criatura esquisita e definitivamente, não humana, se
esgueirar para dentro de uma das várias portas no corredor. Encaro a cena com uma expressão confusa e com passos
rápidos, vou atrás do que quer que seja aquilo.

Redemption || TVD Histórias para pegar e não largar. Descubra agora