Desperto sendo brutalmente chacoalhada. Demoro alguns segundos para conseguir abrir os olhos e tomar consciência de
onde estou.
- Acorda garota, não tenho o dia todo - não consigo processar logo de primeira de onde vem a voz e quando minha visão se
afirma, vejo os mesmos dois homens vestidos de branco da delegacia.
O que aconteceu? Me pergunto, mas antes de conseguir colocar meus pensamentos em ordem, sou puxada para fora da parte
de trás de uma espécie de furgão.
- Não encostem em mim - tento me esquivar deles, mas não consigo ir longe devido minhas mãos estarem algemadas e logo
eles pegam em meus braços e me empurram em direção da escadaria principal - ME SOLTA - grito enquanto me debato
tentando me soltar. A medida em que eles me levam escadas a cima, meus gritos aumentam, atraindo a atenção de
enfermeiros e o que penso serem novos pacientes com suas famílias - EU NÃO SOU LOUCA. EU NÃO MATEI NINGUÉM. ISSO É TUDO UM MAL ENTENDIDO. EU QUERO UM ADVOGADO - grito e esperneio até que os dois brutamontes me jogam no chão do hall de entrada.
- Sra. - observo quando eles fazem reverência.
Me viro para frente para encontrar um par de sapatos brancos e quando subo meu olhar, vejo uma enfermeira que aparenta estar na casa dos cinquenta anos me olhando como se eu fosse uma espécie de aberração.
- Está olhando o que? - pergunto já irritada por todos me tratarem como se fosse louca.
- Levante-se imediatamente - ela ordena severamente, me pegando desprevenida. Fico de joelhos e afirmo um pé de cada vez para conseguir levantar, mas mesmo assim tenho alguma dificuldade devido minhas mãos estarem algemadas.Uma ajudinha viria a calhar. Encaro a senhora a minha frente sem saber o que fazer. Devo me apresentar? Devo ficar calada?
- Bom, a srta. claramente não tem conhecimento das regras do Waverly Hills, mas não se preocupe, terá muito tempo para aprender - sorri de maneira presunçosa.
Ela tem sorte de minhas mãos estarem algemadas, eu adoraria tirar esse sorrisinho do rosto dela. Me espanto com meus
pensamentos, mas depois de tudo o que eu passei em menos de vinte e quatro horas, eu não poderia reagir de outra forma.
- Eu sou Rayna Cruz, Sra. Cruz para pacientes como você. Seu nome?
- Elena - ela levanta uma sobrancelha com a minha resposta - Elena Gilbert - completo.
- Certo, me acompanhe Srta. t. Lhe mostrarei suas acomodações em sua futura casa - ela diz empolgada e uma vontade
enorme de esmagar sua cabeça contra parede cresce em mim. Tenho que controlar esses meus pensamentos para que não
acabem em confusão para o meu lado - Rapazes - ela faz um gesto e os homens pegam em meus braços me empurrando para
frente.
- Ei - reclamo com dor nos pulsos.
Quando a Sra. Cruz começa à subir as escadas, percebo o quanto este lugar mudou. As paredes e pisos tem cores mais
claras e a escada de madeira é nova. Nunca diria que esse é o mesmo lugar de um mês atrás, realmente fizeram um bom
trabalho por aqui.
Subimos as escadas e chegamos em um corredor que parece não ter fim. Sua extensão é coberta de portas de ferro dos dois
lados e quando passo em frente a uma delas, algo me chama a atenção, me esforço para ver o que há do outro lado, mas
antes de conseguir identificar, um dos homens me empurra para frente me obrigando à continuar a caminhada.
Sra. Cruz para em frente a uma das portas e tira do bolso um molho de milhares de chaves e com uma, abre a porta.
- Aqui está o seu quarto, Srta. - ela segura a porta aberta para mim e paro em frente a ela. Um dos homens solta meus pulsos
e antes que ele possa me colocar para dentro, passo por Cruz e começo à correr para o outro lado do corredor.
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Redemption || TVD
Horror"A crença derradeira é acreditar numa ficção, que você sabe ser ficção, nada mas havendo além disso; a espantosa verdade é saber que se trata de uma ficção, e que você acredita nela por vontade própria." Ela não acreditava em monstros. Ele era um mo...
