Enzo sai correndo a minha frente, e mal consigo o acompanhar, e ver o que vem a seguir.
Apenas olho de relance para as cinco pessoas presentes dentro do túnel, mas noto alguma coisa errada. Bonnie se encontra em um canto do túnel, de joelhos,
enquanto suas mãos e boca estavam amordaçadas; Damon parecia estar em pura fúria enquanto olhava de Bonnie para Cade, que estava a sua frente em sua típica pose imponente. Stefan apenas estava ao lado de Damon e encarava Cade com desprezo, enquanto Sybil, que chegou aqui muito mais rápido que eu por algum motivo desconhecido, estava também ao lado deles, encarando suas unhas com tédio, lidando com indiferença às coisas ao seu redor.
Os passos altos e agitados de Enzo, ecoaram em grande escala no túnel escuro e vagamente iluminado por tochas. A agitação dele logo chamou atenção de todos ali, e mais rápido do que eu poderia alertar, Cade apenas arranca uma das tochas que iluminavam o túnel, e lança em posição vertical, uma delas em direção a Enzo, que vai ao chão.
Vou em sua direção e me abaixo para verificar ele.
- Você está bem? - pegunto, e ele passa a mão pelos cabelos castanhos de forma confusa, mas depois assente - Ótimo! - digo, e encaro algo o que caiu da roupa de Enzo assim que ele foi arremessado por Cade; uma arma.
Agradeço mentalmente por Enzo ainda estar carregando sua arma, já que fui forçada a deixar a minha para trás. Pego o objeto reluzente e me levanto, encarando quatro das cinco pessoas presentes, que arruinaram minha vida. Não exito ao mirar em direção a Cade. Mas bastou apenas um olhar dele para que o revólver em minhas mãos destravasse sozinho e todas as munições contidas nele fossem ao chão.
- Que bom que está aqui, anjo - Cade sorri, enquanto encaro as balas do revólver espalhadas pelo chão - Assim me poupa de te procurar para matá-la depois... - ele dá alguns passos - Sabe... eu tenho dois malditos bastardos como filhos, e eu realmente não queria chegar no ponto de ter que matá-los - ele suspira - Mas eles não me deram outra escolha... - vejo Damon e Stefan encararem Cade com ódio - Só espero que não se importe de ir antes deles - ele para a alguns metros de mim e sinto uma raiva descomunal me invadir.
Flashes de todas as coisas que passei durante esses últimos meses, me atingem como balas batizadas, fazendo minha raiva aumentar. E como consequência disso, sinto uma onda estranha de poder fluir em mim. Eram como fortes vibrações que começavam a afetar tudo ao meu redor.
Conforme minha raiva aumentava eu sentia uma forte corrente de vento invadir o túnel, fazendo todas as tochas acessas falharem na iluminação do túnel, surpreendo a todos. A estrutura do velho túnel começava a tremer e criar leves rachaduras.
- Oh! Elena ainda não aprendeu a controlar seus poderes. Isso pode ser um problema, uma vez que ela afeta as coisas ao redor dela - Stefan diz com um misto de
curiosidade e ansiedade.
Eu realmente me sinto diferente, não entendo e nem ao menos sei usar desses poderes, mas se tem uma hora perfeita para descubrir isso, essa hora é agora.
Ergo meu braço direito em direção ao Cade e vejo seu corpo ser puxado até onde eu estava com um velocidade enorme, como se fosse um imã. Seu pescoço se encaixa contra minha mão e o aperto com toda a força que tenho.
Coloco seu corpo contra a parede e vejo o sangue escorrer entre os dedos que preciono contra seu pescoço. Ele se debate e vejo seu rosto ficar vermelho.
- S-sua... - sua voz é valha e quase inaudível - ... maldita - ele profere e com muita dificuldade levanta uma mão, levando de encontro justamente com o local dos meus pontos, perfurando a minha carne já aberta com seus dedos.
Solto um baixo grunhido e sinto o sangue escorrer, mas não largo seu pescoço, porque nada e nem ninguém vai me impedir de acabar com isso.
- Chega de brincadeiras, Elena... - escuto a voz de Stefan e seus passos vindo até mim - Solte ele. Esqueceu que somos nós que vamos o matar? - ele solta uma risada ao final da frase, me fazendo ficar ainda mais descontrolada.
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Redemption || TVD
Terror"A crença derradeira é acreditar numa ficção, que você sabe ser ficção, nada mas havendo além disso; a espantosa verdade é saber que se trata de uma ficção, e que você acredita nela por vontade própria." Ela não acreditava em monstros. Ele era um mo...
