O encontro.

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OK. Podem me bater e torturar, eu deixo. Eu vacilei muito com vocês nessa estória, mas eu prometo que agora eu voltei, e mesmo que eu demore um pouco pra atualizar, não vão ser mais 4 meses de espera. Eu prometo!

Obrigada a todos que insistiram na continuação da estória. Foi lindo ver vocês vindo até minha DM, mentions, aqui no wattpad... Vocês me deixam tão animada e eu não podia mais esperar, então... Lá vai o tão esperado capítulo de Noites de Inverno.

Enjoy it.

Quaisquer erro serão revisados e corrigidos em breve, bolinhos.

Quero dedicar esse capítulo para minha namorada que é a minha maior fonte de inspiração para escrever. Eu te amo, amor.

@shesmilawinezr

21 de janeiro de 1983. - Itália, Génova.

Lauren voltou para sua pequena casa com um sorriso que há muito tempo não existira em seu rosto. Um sorriso discreto. Um sorriso que palpitava seu coração com batidas calorosas aquecendo-se seu interior naquela estação do ano.

Deitou-se em sua cama de solteiro que estava com um barulho estranho por estar a muito tempo sem passar óleo em suas ferragens antigas. Mas, Lauren não se importou. Nada mais importava para Lauren, com uma excessão...

Uma pequena mulher de olhos castanhos.

O interior de Lauren vibrou com aquele pensamento. O olhar daquela menina podia ser comparado com escuridão da mais bela noite da Itália. Sua boca com um formato que deve ser considerado um pecado para a existência humana, sem contar no tom de sua pele que combinava com tudo naquela pequena garota. Sim, para Lauren ela é uma pequena garota. Ela não se importaria nem um pouco de pegar e aquecer com seus braços fortes aquela garota em que a viu pela primeira vez no parque, dançando ao som do violino como se nada mais existisse ao seu redor.

Olhou para o seu teto, vendo as rachaduras que ali tinham, perguntou-se tristemente o que ela tinha para oferecer aquela linda garota dos olhos castanhos.

Seu coração.

Com uma súbita aceleração nos seus batimentos, Lauren se deu conta que já havia oferecido seu coração para aquela garota. Mas, uma tristeza miserável tomou conta novamente de seu interior.

Ela era uma estranha para a garota da noite de inverno.

Olhou para a cômoda ao lado de sua velha cama e puxou dali as fotografias que havia tirado da pequena garota sem que ela percebesse, e sorriu.

Sorriu passando seu indicador levemente pelos traços delicados daquela menina que estava sorrindo com os olhos. Aquele castanho não era um castanho comum, não para Lauren.

Com uma grande certeza Lauren proferiu com sua voz rouca, sem desviar os olhos daquelas fotografias.

– Le voglio bene come alla pupilla dei miei occhi (Te quero como a menina dos meus olhos)

Com um pequeno beijo na fotografia em que estampava o rosto de sua pequena garota, Lauren recolheu-as e depositou novamente na pequena cômoda ao lado de sua cama.

Ouviu umas batidas em sua porta e franziu suas grossas sobrancelhas escuras, levantando-se da velha cama, colocando novamente sua boina e caminhando em direção a porta que ao abrir, caiu grossas camadas de neve em sua frente.

– Mio Dio, Lauren. aprire la porta lentamente o non si rendeva conto nevica? (Meu Deus, Lauren. Abre essa porta devagar ou não se deu conta que está nevando?) – Perguntou seu único amigo em que a olhava sem preconceitos, sem julgamentos.

Noites de InvernoOnde histórias criam vida. Descubra agora