De Volta a NY

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O retorno à faculdade depois do carnaval foi marcado pela reunião dos alunos do primeiro período que precisavam organizar o trabalho de IED, o júri simulado, no qual, os principais personagens foram nomeados pela própria Dorothea.

Como continuavam a esconder a relação, Camila e Lauren chegaram separadas à sala, onde a maioria da equipe já estava reunida trocando novidades sobre o feriado.


– Então, estamos todos aqui já? Vamos começar? – Camila convocou.


– Pensei em usar um caso conhecido, o que vocês acham? – Sheila sugeriu.


– ... você minha advogada? – Lauren perguntou interessada.


– Sim. – A menina respondeu sorrindo.


– Então trate de escolher um caso onde a ré seja absorvida... – Lauren brincou.


– Você está nas melhores mãos Lauren, não se preocupe.

O tom de flerte de Sheila despertou em Camila a face insensata do ciúme, sua expressão mudou instantaneamente, fechou seu caderno com violência, descontando nele a raiva que sentia. Acabou por chamar atenção de todos com o gesto brusco.


– Então Sheila, qual o caso que você tem em mente? Apesar de não concordar com a ideia, quero ouvir sua sugestão.


– Se você não concorda com a minha ideia por que não me diz outra melhor? – Sheila foi ríspida.


– A melhor ideia é construirmos nosso caso, pegar um caso já julgado nos faz apenas encenar uma peça de teatro, e não estamos fazendo faculdade de artes cênicas.


– Você quer isso por não querer perder o caso pra mim não é? – Sheila insistiu na rispidez.


– Perder pra você? Sheila se enxerga! Pegar um caso pronto não tem sentido, assim como colocaremos em prática o que aprendemos? Só decoraremos falas! O sentido do trabalho é que estudemos, nos aprofundemos...


– Garota você está louca? Estamos no primeiro período, no segundo mês de curso, o que aprendemos não serve nem pra entendermos a lei Áurea, que dirá falas de um inquérito de assassinato.


– Meninas! Ei guardem toda essa energia para o tribunal! – Lauren interveio. – Acho que faz sentido o que a caipira disse, mas não temos tempo para elaborar, precisamos apresentar na terça, e Dorothea será a juíza, estou condenada de todo jeito!


Todos riram concordando com Lauren.


– Precisamos distribuir os papéis de testemunhas e do júri. – Sheila disse.


– Ótimo! Mas, que caso é esse que vamos encenar? – Camila perguntou irritada.


– O mais discutido na mídia atualmente, o caso Richthofen. Vamos antecipar o julgamento de Suzane.


– Ei! Como espera me livrar de ter matado meus próprios pais? – Lauren disse em tom jocoso. – Com um caso desses, Dorothea me manda pra cadeira elétrica, mesmo não existindo no Brasil, ela cria!


Mais uma vez, os colegas riram da morena.


– Não se preocupe Lauren, tenho minha estratégia de defesa montada, nem Dorothea condenará a inocente manipulada pelos irmãos Cravinho, que você representará. Com esse seu rostinho angelical, não será tão difícil assim convencer o júri.


Sheila piscou o olho para Lauren que retribuiu com um sorriso enfurecendo Camila.


– Já que está tudo acertado, a reunião está encerrada não é?

Leis do Destino - CamrenOnde histórias criam vida. Descubra agora