Sinopse
Camila, menina do interior que sempre foi muito certinha. Filha de família classe média, mas muito dedicada. Sempre estudiosa e trabalhadora conquistou com muito esforço o que mais almejava pra sua vida, uma vaga na tão disputada faculdade d...
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Pov Lauren Jauregui
Lauren parecia à vontade trajando aquela camiseta, exibindo suas pernas delineadas, pele alva, sem manchas, nem ficou tímida não tentando mostrar a calcinha que não escondia a maior parte daquele bumbum, se espalhou no sofá-cama esperando Camila que se trocava no banheiro.
Camila surgiu trajando um baby doll minúsculo, evidenciando suas pernas torneadas, impecáveis, só comparadas as pernas de belas bailarinas. Lauren paralisou bestificada com aquela visão. Nunca imaginara que as roupas comportadas da menina do interior, escondiam um corpo tão sensual e delicado ao mesmo tempo. A dona da casa sequer percebeu os olhos atentos e fixos de Lauren em seu corpo, inocentemente ingeria um copo d'água, para Lauren aquele gesto imprimiu uma sensualidade surreal, a morena conseguia até ver a cena em câmera lenta, tamanha era a perfeição do que via.
– Você quer água? – Ofereceu Camila.
– Oi?
Lauren foi desperta do transe.
– Perguntei se você quer água.
– Ah sim, por favor.
Camila educadamente serviu o copo à Lauren, que bebeu com voracidade evitando olhar para o corpo da novata que não poderia imaginar a reação que provocara na outra.
– Como você dorme? No escuro, ou prefere que eu deixe a luz da cozinha acesa?
– Escuro total! Se você não se incomoda, claro.
Lauren foi rápida na resposta. Pensava consigo mesma que a escuridão lhe daria a segurança de não ser denunciada pelo olhar de desejo que expressara ao ver Camila naqueles trajes. Entretanto, mal sabia Lauren, que Camila não despertaria só o seu sentido da visão, mas todos.
O perfume de Camila quando espalhou seus cabelos tão escuros quanto os dela no travesseiro inebriou o olfato de Lauren, o simples fato da novata se remexer na cama, fazendo sua pele latina roçar na pele da DJ, arrepiava-lhe, provocando um desejo quase incontrolável de tocar aquela pele tão macia, delicada, como se seu tato precisasse daquele contato.
A noite parecia não ter fim para Lauren que lutou contra ela mesma para não dar vazão ao desejo até então escondido dela mesma, desde que conheceu Camila. A proximidade das duas, o lado determinado, confiante e maduro da menina do interior antecipou uma intimidade que Lauren não estava preparada para entender.
POV Camila Cabello
Como uma típica interiorana Camila acordou cedo. Olhou para a janela percebeu que a tempestade era coisa dopassado, o sol já dava sinais de um dia lindo pela frente. Do seu lado, Lauren dormia tranquila, serena. Não pode evitar olhar para a DJ que daquele jeito nem parecia à moça petulante e irritante que estava sempre com uma piada na ponta da língua. Camila pode prestar atenção em cada detalhe do rosto delicado, se não a conhecesse, diria até que Lauren era uma moça meiga, dada a face de anjo que a veterana tinha.
Camila não conseguia compreender o porquê de estar tão presa à visão de Lauren dormindo, mas passou minutos contemplando-a, antes de se assustar ao perceber sua hóspede se remexendo na cama. Levantou-se rapidamente e foi preparar o café-da-manhã das duas.
Caprichou e nem sabia o motivo de tanto esmero para agradar Lauren. Espalhou pelo balcão panquecas, café, leite, torradas, até ovos mechidos Camila preparou. O barulho das panelas e pratos naquele espaço minúsculo acabou por acordar Lauren, que com um humor nada agradável saudou a dona da casa.
– Puta que pariu caipira!
– Bom dia pra você também Lauren.
– Bom dia? Você trouxe um galo na mala que te acorda quando o sol nasce? – Lauren retrucou esfregando os olhos.
– O sol já nasceu há horas minha querida!
Lauren espreguiçou-se, levantou e se espantou com a "mesa" posta.
– Nossa! Tudo isso você fez pra mim?!
– Você se acha a última coca-cola do deserto não é? – Camila respondeu sem graça.
– A última não, mas, a mais gelada e mais gostosa, com certeza sim.
Lauren abriu seu sorriso mais safado.
– Não fiz tudo isso pra você não! Fiz pra mim, mas acho que vai sobrar um pouco pra você.
Camila disfarçou.
– Opa! Acho que se você não for rápida, não vai sobrar é pra você!
Lauren avançou nas panquecas sem a menor cerimônia.
– Se o Direito te decepcionar, você já tem ofício garantido caipira, abre um restaurante!
– Vindo de você vou entender como elogio. Pelo menos você não me disse de novo que minhas habilidades são de dona de casa.
– O que ninguém gosta em NY, eu adoro!
– A poluição? Os engarrafamentos?
– Não! Esse clima maluco, de uma hora pra outra uma tempestade cai e olha só o sol hoje, nem parece que a cidade se acabava em água na madrugada.
– Verdade.
– Com uma luz dessas, não posso ficar parada. Vem comigo?
– Pra onde?
– Ah, resposta errada! Quando eu te fizer um convite, você deve responder sim, vamos?
– Imagina se vou aceitar cegamente ir com você pra qualquer lugar!
– Eu devia ter imaginado que uma caipira como você é bicho do mato também!
Lauren provocou, despertando a irritação de Camila.
– Vamos? – Camila disse levantando-se do banco.
– Mas, você vai vestida assim?
– Qual o problema?
Lauren olhou e mais uma vez ficou desconcertada ao se deparar com o belo par de pernas de Camila.
– Puta que pariu! Não sei se de onde você veio é comum sair de pijama... Mas, aqui não!
– Ué, você está preocupada com convenções? – Camila perguntou sarcástica.
– Não estou preocupada, mas a gente não vai poder passar perto de um canteiro de obras, os peões vão te atacar!
Camila ruborizou.
– Então, me dá vinte minutos e já me apronto.
– Não demore, preciso passar no meu apartamento pra pegar umas coisas.