04/07/12
Depois da conversa que tive com Lauren ontem à noite, eu peguei minhas coisas, as levei até o quarto de hospedes e dormi. Como de costume, eu sonhei com ela, mas dessa vez eu sonhei com a plena certeza que em breve tudo será realidade. Eu levantei e fui fazer minha higiene matinal, não sabia se alguém estaria em casa e por isso decidi acordar mais cedo para comprar algo para comer. Ao abrir a porta do quarto, um aroma de café recém coado invadiu minha narina e eu senti meu estomago urrar como resposta. Caminhei até a cozinha e vi a mesa posta. Logo percebi que não estava sozinha em casa, mas não imaginava se estaria acompanhada de Lauren ou Ally.
-Bom dia.
-Bom dia, Ally. – Disse um tanto quanto decepcionada por saber que era ela e não Lauren. – Chegou que horas?
-Nesse exato momento. – Ela sorriu e olhou para a mesa. – Nossa, Mila, se soubesse que seria recebida com mesa posta, já teria deixado você morar comigo a muito tempo.
-Não foi você que fez isso? – Perguntei confusa e ela negou da mesma forma. – Lauren?
-Provavelmente. – Ela disse surpresa. – O café é normal, mas a mesa posta? Isso aí é novidade.
-Ally, onde ela está? – Perguntei ignorando a malicia em seu olhar.
-Provavelmente no hospital. Hoje o plantão dela começava cedo.
-E quando ele acaba?
-As onze, se ela não tiver nenhuma cirurgia. - Ela disse e eu sorri. – O que foi?
-Preciso de sua ajuda para fazer uma coisa quando ela sair.
-Mila, você sabe que eu te amo, mas eu amo a Lauren também e eu não vou te ajudar a partir o coração dela novamente. – Ela disse e eu senti um incomodo se instalar em mim. – Você não tem ideia de como ela ficou nesse último ano desde que você se foi. Ela conseguiu estragar "O Guarda-Costas" e "10 coisas que odeio em você" por conta da choradeira. Eu não sou capaz de ver minha amiga da forma que ela estava nos dois primeiros meses desde sua partida. Pode até ser do jeito dela, mas ao menos ela fez alguma evolução neste último tempo.
-Ally, eu não quero magoa-la. – Disse e suspirei. – Eu quero faze-la entender que eu a amo e que eu não sei mais como viver sem tê-la comigo. Eu preciso tê-la, Ally. Não foi somente ela que ficou mal, eu também sofri com tudo isso. Entretanto, nós concordamos que aquele não era o momento para ser, agora eu já acho totalmente o contrário. O destino me deu uma segunda chance e eu não irei desistir dela sem lutar. Você pode me ajudar ou não?
-O que eu posso fazer para te ajudar, Mila?
(...)
-Vero, realmente não tem problema? – Perguntei a menina receosa. – Você tem sua rotina e eu poderia muito bem pegar um táxi.
-Que isso, Mila. A loja de aluguel é no caminho do estágio, não é incomodo algum. – Ela me disse simpática. – Está tudo bem?
-Está sim, por que não estaria?
-Não sei. – Ela deu de ombros. – Você só está diferente de ontem, sabe? Mais nervosa, não para de esfregar suas mãos uma na outra, rola seu olhar por todo o canto e sua respiração está descompassada. Você está ansiosa com algo.
-Por algum acaso você faz psicologia? – Brinquei e ela riu.
-Psicanalise. – Ela me corrigiu e sorriu.
-Legal. – Disse e tentei me acalmar, eu realmente estava ansiosa. – Você tem quantos anos?
-Tenho vinte e dois.
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The Last Butterfly (Camren)
FanfictionAmor. Esta pequena palavra possui apenas quatro letras mas tem um significado tão grande. Segundo Platão, o amor é a fonte das principais bênçãos concedidas ao homem, é uma loucura que é dadiva. Shakespeare acredita que é possível amar intensamente...
