Capítulo 29

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Acordei 7 horas como de costume para ir a escola. Fui direto para o banheiro fazer o teste.

Deu positivo...

Fiquei desesperada sem saber o que fazer. Minha vida tinha acabado com aquele resultado, não teria como concluir minha faculdade. E mais uma vez eu seria a decepção em pessoa.

Fui diretamente em meu pequeno armário, peguei todos os remédios que havia lá. Tomei umas três caixas de remédio, procurei uma lâmina que havia no banheiro sentei no chão do mesmo, comecei cortar meus pulsos, agi por impulso, naquele momento pra mim era a única solução.

Senti minhas vistas escurecerem, senti um frio de morte e muito sangue começou sair de mim.

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Samuel narrando

Manu estava demorando muito para descer então resolvi subir para chama-la. Entrei no seu quarto mas não a vi, olhei para porta do banheiro que estava meio aberta, e vi muito sangue no chão.

- Emanuelle! - gritei enquanto empurrei a porta.

- Me deixa morrer aqui sozinha. É a única maneira de matar o feto, e evitar que eu faça mais besteira. - disse com a voz fraca.

- Meu Deus! O que você tá falando meu amor? - peguei ela no colo e desci as escadas.

- O que aconteceu? - falou minha mãe assustada colocando uma mão na boca. Papai ficou sem reação.

- Rápido, peguem o carro. - falei com pressa.

Papai pegou o carro e eu entrei atrás com a Manu e a mamãe foi na frente.

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Artur narrando

Fiquei preocupado com a Manu ela não havia comparecido na ornamentação do baile. Tentei ligar para ela várias vezes mas ela não atendia. Perguntei para a Mel se ela tinha o número de alguém da família da Manu, ela disse aí tinha o do Samuel. Então, liguei para ele sem demora.

Chamando...

- Samuel?

- Oi quem é? Eu não estou com tempo para brincadeiras.

- Calma mano, é o Artur. Eu só queria saber da Manu. Por que ela não veio para a escola?

- A Emanuelle tentou se matar hoje.

- Meu Deus! Ela tá bem? Por que ela fez isso?

- O teste deu positivo!

- que teste? - assustei.

- Ela não te contou Emanuelle tá grávida.

Deliguei...

Merda, como assim a Emanuelle tá grávida?

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Samuel narrando

Estava na sala de espera com o papai, esperando o médico vim nos dar uma notícia boa.

- Posso ver minha filha? - falou meu pai se levantando do sofá quando viu o médico.

- Sim, podem ir! Mas tenho uma má notícia, não deu para salvar o bebê.

- Bebê?  - falou meu pai me encarando.

- Sim papai, a Manu estava grávida, por isso tentou se matar. Vamos entrar na sala e mantenha muita calma, é um momento difícil para ela.

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Emanuelle narrando

Acordei por volta das 4 hora da tarde.
Meus pais haviam saído para uma reunião na empresa segundo o Sam que estava lá.

- Que bom que acordou! Você está bem?

- Sim estou. Ainda estou grávida.

- Não Manu!

- Uffa. - ri fraco

- Você não deveria rir Manu, você poderia ter morrido se eu não chegasse a tempo. Eu fiquei assustado, preocupado.

- Meus amigos sabem do que aconteceu?

- Sim! Artur me ligou, mas desligou com raiva quando falei que você estava grávida.

- Droga! - exclamei

- Vou ter que ir pra casa agora! Você fica bem sozinha?

- Ok!

- Amanhã cedo Mamãe vem te ver.

- Tá! - Ele me deu um beijo na bochecha.

PuTa MErda Emanuelle!Onde histórias criam vida. Descubra agora