Capítulo 2

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Chegamos no aeroporto de SP, eram 16:06 horas da tarde, meu tio Fran que também mora aqui já estava nos esperando, colocamos as malas no carro e fomos para casa da minha vó.

***

Chegando lá...

- Vó! Como é bom te ver. - Disse eu, quase gritando, lhe dei um abraço apertado e um beijo na testa.

- Manu, como cresceu! Tá linda. - disse ao me soltar.

- A senhora mais linda ainda! - Exclamei

Meu irmão e meus pais comprimentaram todos.
Eu estava tão empolgada com minha vó que nem havia percebido a presença da Patrícia.

- Manu, sua gata! Não fala mais comigo não? - ela disse com um sorriso forçado.

Eu? Isso foi comigo? Não vai falar mal do meu cabelo e das minhas roupas? Pensei...

Então respondi. - Oi Paty. - E forcei um sorriso.

- Para né Manuzinha. - E me puxou para um abraço. Achei estranho, algo me dizia que ela estava sendo falsa.

Olhei para os lados e havia dois meninos super gatos, um era branco, cabelo loiro, deveria ter 1,76/78 de altura, mais ou menos.

O outro era moreno, alto, fortinho, os cabelos castanhos e cacheado, olhos castanhos. Lindo!

- Quem são? - perguntei para Paty.

- O moreno é o Pedro, filho do tio Fran. O outro é o Gustavo amigo dele. - me explicou.

- Aquele é  o Pê?  Cadê o aparelho e ele emagreceu? - me espantei. E continuei. - Como ele tá diferente nem o reconheci. - E ri fraco.

- Pois é... As coisas mudam, eles vão passar uns dias aqui. Tio Fran e os Pais do Gustavo trabalham juntos e eles vão viajar a negócios.

- Que legal! - Falei enquanto íamos para dentro de casa.

A casa da vó era enorme, havia 5 quartos, uma sala super grande com um sofá daquele que roda a sala quase toda. Uma televisão grande. Uma cozinha com uma mesa enorme e mais outra cozinha, onde prepara-se a comida. Tinha uma escada na sala, onde nos levara ao segundo andar, onde ficava os quartos. Parecia mais uma pensão (risos).

Ao olhar tudo, lembrei de quando era pequena e brincava com meus primos, depois vovó fazia bolinhos de chuva com nescau e eu amava. Lembrei também de quando Patrícia me empurrou da escada faltando cinco degraus para o chão, fiquei com muita dor no corpo e tive um pequeno corte na testa, mas fiquei bem.

- Pedro e Gustavo ficam em um quarto, Edu e Sara no outro, Samuka sozinho em um, e Emanuelle pode ficar com a Paty. - falou minha avó apontando para os quartos e me tirando da transe.

Cara, tá de brincadeira com a minha cara. Eu e Paty em um quarto só? Vó, a senhora ainda quer neta?  Pensei...

- Não. Eu fico com o Samuel! Não quero incomodar a Paty. - Falei com desprezo

- Que é isso prima?! Não é incômodo algum. - Disse Paty com uma voz doce. Que nem parecia que me odiava.

- Eu fico com o Samuka. - insisto.

- Ah, por mim tudo bem! Não vejo nenhum problema maninha. - Samuel falou enquanto subia para o quarto.

- Você que sabe meu amor! - Disse minha mãe. Puxando meu pai pelo braço, para que subissem às escadas.

- Fique onde você achar melhor Manu. - vovó falou

Meu pai ri disfarçadamente para mim e de mim, ele sabe que não sou muito amigada com a Patrícia. Então todos fomos para o quarto.
No quarto que eu e o Samuka ficamos, a cama era de casal. Tivemos que dormir juntos, pra mim não era problema pois ele era meu irmão.

- É maninha, além de dividir o quarto pela primeira vez, vamos ter que dividir a cama também. - Disse ele arrumando suas coisa em um lado do guarda roupa.

- Pois é Sam. Não vá me empurrar da cama, viu? - ri

- Vou tentar não fazer isso. Não garanto nada. - e ele ri também

Arrumei minhas coisas no guarda-roupa também! E fui tomar um banho.

Quando saí o Samuka estava estirado na cama.

- Sam? Licença ai meu bem... - Pedi com educação.

- Eu não! o quarto era pra ser só meu, se troca no banheiro. - ele implicou. Eu dei um sorriso irônico, ergui uma sombrancelha e o encarei.

-... Sam sai daqui, vai banhar. Você tá cheirando mal. - e coloquei a mão no nariz prendendo a respiração.

- Ha ha ha. Engraçadinha, eu vou não pelo que você disse, mas, por vontade própria. - E ele foi a caminho do banheiro.

PuTa MErda Emanuelle!Onde histórias criam vida. Descubra agora