06. Momentos;

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Britney Butler

Sinto um friozinho na barriga quando dou conta do carro passar pelos portões e percorrer o jardim daquela mansão já conhecida por mim. Descanso ambas as mãos no colo suspirando e saio do carro quando percebo que Justin me encarava já com a porta aberta pra eu sair. Sua mão descansa no fundo das minhas costas me conduzindo e eu me encolho dentro da sua jaqueta depois de sentir uma rajada de vento.

– Fique à vontade. – Justin falou assim que entramos. Olhei em volta analisando rapidamente aquela divisão e me dirigi aos sofás quando vi Justin ir até uma mesinha preenchida por garrafas. – É servida? Quer tomar algo? – Perguntou erguendo seu copo já com conteúdo.

– Hum... Algo não tão forte. Não quero passar mal novamente. – Encarei minhas unhas antes de olhar para o lado contrário do Justin.

Uma escadaria que dava acesso ao segundo andar, estava ao fundo acompanhado de uma longa janela tapada por uma cortina meia acinzentada e logo ao lado um corredor. Continuei a divagar o meu olhar até Justin surgir à minha frente com uma taça de vinho estendida na minha direção.

– Obrigada. – Sorri pegando a taça e ele se sentou do meu lado passando o braço por detrás das minhas costas enquanto bebericava sua bebida.

Levei a taça ao encontro dos meus lábios e fiquei uns segundos degustando o líquido de tonalidade escura. Gemi de satisfação.

– Gostou? – O encarei e o vi sorrindo enquanto fazia o gelo da sua bebida tilintar no copo. – É umChâteau Petrus Pomerol. – Bebeu o resto da sua bebida e colocou o copo na mesinha de centro.

– Não entendo muito de vinhos mas este é maravilhoso! – Me acomodei melhor no sofá e beberiquei mais um pouco.

– Bom saber que os 2000$ foram bem gastos. – Arregalei meus olhos surpresa e sua risada penetrou meus ouvidos.

Quando seu riso cessou e seu olhar veio de encontro com o meu, me dei conta que estava sorrindo boba enquanto o encarava. Senti o sangue subir. Dei um risinho envergonhada enquanto escondia meu rosto e senti seus braços me apertarem contra ele. Seu cheiro entranhou em minhas narinas me fazendo suspirar fundo. Eu amo o seu cheiro.

– Você mora aqui sozinho? – Perguntei quando me ajeitei e descansei minha cabeça no seu ombro.

– Bom, tecnicamente sim mas são poucos os momentos em que fico realmente sozinho aqui. – Suspirei fechando meus olhos. Como eu fui burra em ter vindo. É óbvio que ele só irá querer uma noite de prazer. Eu serei mais uma em sua cama e descartada na manhã seguinte como se fosse um objeto sem valor qualquer. – Ei... – Seus dedos ergueram meu queixo o que me fez abrir os olhos. – Não é nada disso do que você está pensando. – Ergui a sobrancelha. – Por vezes faço reuniões de trabalho aqui e minha mãe sempre gosta de vir conferir se o seu lindo filho não anda saltando refeições por causa do trabalho em excesso. Meu amigos também pensam que aqui é pensão e sempre aparecem pra almoçar. – Ri e ele acariciou minha bochecha com seu dedão. – Meus únicos momentos solitários são na calada da noite mas eu pretendo fazer com que isso se altere daqui em diante.

O ritmo dos batimentos do meu coração começaram a aumentar assim que seu rosto se aproximou lentamente e seus lábios se esbarraram contra os meus depositando um breve selinho. Descansei minha mão livre no seu peito e juntei nossos lábios novamente dando agora início a um beijo. Senti a taça sendo retirada da minha mão e com isso, fiz questão de rodear meus braços no seu pescoço juntando nossos corpos. As suas mãos me puxaram fazendo subir em seu colo e logo meus dedos se perderam no meio dos seus fios de cabelo loiro.

Hold OnOnde histórias criam vida. Descubra agora