Graças a Deus nós as encontramos. Machucadas e com sangrando muito? Sim. Mas o que importa é que estão vivas, certo?
As duas estavam desmaiadas e muito machucadas. Sophie provavelmente estava com um osso quebrado e Valentina também, além de estar terrivelmente machucada e com vários cortes fundos e infeccionados pelo corpo.- Merda! - exclama Cameron pulando do carro que mal havia parado. - Sophie! - correu até o corpo da garota, que estava esmagada debaixo de uma árvore. Vi de relance as lágrimas em seus olhos.
Eu e Martin não demoramos para também sairmos correndo do carro. Fui ajudar Cameron com o tronco de árvore, e assim poder ajudar Sophie. Quando conseguimos retirar o pedaço de madeira vimos o estado deplorável que se encontrava a loira.
Meu coração quase parou ao ver sua pele incrivelmente branca e gelada, e o sangue seco que havia em seu corpo. Cameron engasgou e pareceu prestes a ter um enfarto.
- Leve ela pro carro, Cam - ordeno. - Vou ajudar Martin.
O mais novo pegou o corpo frágil em seus braços e levou até o carro. Caminhei uns dez metros até onde estava o corpo de Valentina, de bruços. É provável que tenha tentado ajudar Sophie, mas desmaiou.
- Para de ser idiota, e ficar chorando aí, Martin! - digo ríspido olhando para as lágrimas que escorriam. - você quem procurou isso, por causa de suas desconfianças imbecis! - estou com muita raiva dele - Vai para o jipe e ligue-o. Vou cuidar dela!
- Desculpe... - sussurrou e fez o que mandei.
A morena estava um caquinho que só. Seu corpo inteiro, praticamente, estava cortado e arranhado. O cheiro de sangue ainda estava fresco, mas torci o nariz, não era sangue humano.
Era um cheiro horrível, de carne podre misturado com morte, e definitivamente não era de Valentina.
Eram luphos
Lobos criados em laboratório, são armas mortíferas que podem se teletransportar e são atraídas por sangue humano. Nem mesmo coletes de titânio os impedem. Pelo visto Sophie sangrava muito.
Peguei a morena no meu colo com cuidado.
- É magra mas é pesada, Jesus Cristo! - resmungo andando até o carro.
- Temos que ir até alguma base. De preferência a central. - digo, subindo na caçamba coberta do carro. Coloco o corpo de Val sobre uma camada de cobertores, ao lado do de Sophie.
- Guarda isso. - Cameron me joga um arco composto e sua aljava. Era da morena. E uma pistola semi-automática que era da loira.
Comecei por Valentina, vi que seus ferimentos estavam infeccionados. Temi algo ruim. Suas pernas estavam arrebentadas e seu abdômen e costas cortados. As feridas anteriores estavam reabertas, e ainda haviam as novas que sangravam. Além de suas costelas, que ainda não haviam se curado.
Limpei as feridas, fiz os curativos e passei muita gase ao redor de suas pernas, que haviam sido mordidas e de seu abdômen. Meu corpo se arrepiou ao pensar que podia ter veneno correndo pelas veias dela. Não queria perdê-la, eu confiava muito nela.
Após lhe dar antibióticos, fui para o corpo de Sophie. Era certeza de que havia quebrado o fêmur e rompido uma artéria importante, ela estava tendo uma hemorragia.
- Acelera esse carro, Martin. - quase grito. - Sophie está tendo uma hemorragia grave. E pode morrer. - limpei e fiz um curativo num corte que ia do queixo até o pescoço, e lhe dei um remédio chamado destromissinina, que ajudaria a curar o osso quebrado.
- O QUÊ? - Cameron se desespera. - ACELERA MARTIN! Valentina também precisa de ajuda.
- Vamos para a Central CPSI. Lana poderá nos ajudar com os ferimentos. - meu corpo ficou tenso ao ouvir a frase. - Sei que fui um imbecil, mas agora tenho que me redimir com as duas. Iremos para lá e contaremos tudo. Não quero que morram, gosto delas, são grandes amigas.
Tentei fechar a boca, mas não consegui.
- Amigas... - ri sarcástico olhando para os dois, que fizeram cara feia. - o que foi? Era só um comentário, eu hein.
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Mente de Hacker
Science FictionMuitas vezes sonhei em algo que achava ser impossível de acontecer ou existir, mas aí, aquilo surgiu. Era como rir de uma coisa e depois levar um tapa na cara, você fica simplesmente surpreendida, perplexa. Foi assim que eu fiquei quando aceitei aq...