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Vénus

As duas horas de viagem fizeram-se muito bem. Consegui obter informação sobre os seus planos.

Consistia num passeio por Tomso e na tentativa de presenciar auroras boreais a desenharem-se no céu. Já havia visto antes com os meus pais, no entanto, as idades eram outras.

Estava entusiasmada e surpreendida com o que havia pensado. Perguntava o que lhe tinha dado para organizar tudo isto sem qualquer razão.

Por mais próximos que estivéssemos, a viagem não se justificava.

- Posso perguntar o porquê da viagem?

- Não confias mesmo em mim. - Olhei-o, após a sua afirmação. - Achei que ias gostar da ideia.

- Chris, mas porquê? Não tens qualquer obrigação para comigo.

Suspirou.

- Porque achas? Andas tão em baixo, o Connor está a afetar-te. Pensas que não noto que mal sais connosco? So queria tirar-te daquela zona.

- Eu tenho estado com vocês! Não sei o que te leva a dizer o oposto.

- Em tua casa. Ou na minha. Ou numa que esteja disponível. Nada de festas ou de saídas na rua.

Lambi os lábios, desviando o olhar.

- Pensas que não se percebe? - Voltou a questionar-me.

- Estou a sofrer por antecipação! Tenho a certeza que o Connor está a preparar alguma contra vocês. Assusta-me tanto que vos faça algo.

O Chris pousou a mão na minha perna e voltou a suspirar. Percebia que estava cansado do mesmo assunto.

No entanto, foi ele quem mencionou o Connor há meros minutos.

- Ele que tente.

- Já ouvi isso tanta vezes Chris e sabes? Obviamente que vai tentar. E conseguir vingar-se de mim.

- Acredita que isso não vai acontecer. E Vénus, não temos medo...

- Mas deviam!

Interrompi, elevando o tom de voz.

- Vocês pensam que estou a exagerar no que digo, mas não estou! Porra, não sabes do que ele é capaz e eu sei. Passei muito tempo a descobrir.

- Percebo os teus receios. - Entrelaçou a sua mão na minha. - Um dia vou querer que me contes tudo.

- Esse dia não vai chegar.

- Vai, sei que vai. Mas agora, por favor, esquece-o. Pensa em mim.

Esboçou um sorriso carinhoso, dando-me um beijo na bochecha. Encostei-me ao seu ombro, fechando os olhos. O fim da viagem aproximava-se.

Assim que o avião aterrou, fiquei aliviada por descer as escadas. O tempo não estava apelativo.

Houve várias turbulência, pois estava a aproximar-se uma tempestade.

- E agora?

- Agora vamos chamar um táxi, comprar-te algumas roupas e procurar o nosso Hotel.

- Hum... Reservaste dois quartos? - Ele soltou uma risada leve.

- Já dormiste comigo.

Revirei os olhos, perante o seu sorriso orgulhoso convencido. Dei-lhe um soco no braço e ele riu-se. Como planeado, o Chris chamou um táxi. Pediu para que ficássemos um shopping.

Tirei o telemóvel do bolso, publicando uma fotografia no Instagram. Já que os meus pais sabiam, já não me sentia tão preocupada quanto antes.

vénus.lucasg
enjoying an unexpected surprise ✈️

lucasgenjoying an unexpected surprise ✈️

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📌 Flying around 

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Após ter feito algumas compras, fomos para o Hotel. A chuva intensificou-se, o que nos estragou os planos.

Chris continuava positivo e garantiu-me que o dia seguinte iria ser melhor, o que me deixou animada. Cerca de meia hora e estávamos a explorar o quarto, a arrumar algumas coisas.

Estava ansiosa por tomar um banho e vestir algo mais quente.

Estávamos ambos encharcados, devido ao trânsito e ao facto do táxi não parar á frente do hotel. Tivemos que passar a estrada, enquanto chovia.

Ao encarar o moreno, reparei que estava sem camisola. Estava a ordenar um serviço de quarto.

O nosso grande jantar.

Observei-o durante longos segundos. O rapaz era demasiado atraente.

- É preciso reservar outro quarto ou vais conseguir manter as tuas mãos so para ti Vénus? - Fiquei perplexa com a sua pergunta.

E com o que significava.

Senti o meu rosto a aquecer, enquanto o moreno se aproximava. Maldito era o sorriso que esboçava.

Conseguia deixar-me paralisada todas as vezes que o mostrava.

Antes de processar, o Chris já atacava os meus lábios. Era um beijo diferente, havia desejo e intensidade. Senti então a sua mão na minha barriga.

Por baixo da sweatshirt que usava.

Apertava a minha pele, continuando a guiar-me em beijos rápidos e longos. O rapaz estava necessitado.

Conseguia perceber o quanto se havia controlado da primeira vez que o beijei, devido á forma como nos beijávamos e nos agarrávamos. Afastei os lábios dos dele, encarando-o.

- E eu a pensar que tudo o que diziam sobre ti era mentira.

- Se te tivesse beijado da forma como te quis beijar, tínhamos feito mais do que dormir na tua cama.

Piscou-me o olho.

VANEDANNENDE  ➛   CHRIS SCHISTAD (A SER EDITADA)Onde histórias criam vida. Descubra agora