• Vénus
Deitada no sofá com a Magna, tentava perceber o filme que dava na televisão e que ela prestava atenção.
Como não estava a resultar, olhei para o telemóvel onde tinha uma mensagem por ler do Chris. Após a conversa, todo o ambiente mudou.
[3pm] Chris
- Já que as tuas amigas estão com os meus amigos, veste-te
[3:010pm] Chris
- Não me apetece nada sair
[3:12pm] Chris
- Sem segundas intenções
- Mas podemos ficar cá em casa, estou sozinho. Vá, estou à espera
Logo a seguir, relembrou a morada.
Observei a minha irmã distraída, o que me levou a querer aceitar.
Subi para o meu quarto, vestindo algo quente e confortável. Olhar pela janela não me cativava nada a sair, pelo facto de estar escuro e chuvoso. Disfarcei as olheiras e calcei-me.
Prendi o meu cabelo num messy bun, pegando na mala e no telemóvel. Antes de sair, avisei a Magna.
[3:58pm] Chris
- Vais demorar?
[4pm] Chris
- Se continuares a fazer com que olhe para o telemóvel posso nem chegar até à tua casa
[4:01pm] Chris
- Não olhes então!!!!
Balancei a cabeça.
Ao chegar a casa do Chris, o rapaz recebeu-me com a maior cara de sono e de cansaço.
Usava calças largas de desporto e uma t-shirt branca lisa. As janelas fechadas, deixando a casa escura. Havia apenas a luz da televisão na sala.
Descalcei-me, pousando a mala no sofá tal como as chaves do carro.
Sentei-me ao lado dele no sofá.
- Não vais agir como se nunca tivesses dormido comigo, pois não? - Franziu a testa, esticando os braços.
Fez questão de me puxar para perto dele, enrolando os braços á minha volta sem hesitar. Como se este mês sem nos falarmos nunca aconteceu.
Deixei que se agarrasse a mim, ficando basicamente deitada à frente do Chris e á beira do sofá.
Enquanto olhava para a televisão, sentia os seus lábios colados à parte de trás do meu pescoço, visto que tinha os cabelos presos no cimo da cabeça. Para além de se ter arrastado também, de modo a conseguir dar-me beijos.
- E então, com quantas te envolveste por estares ofendido comigo? - Aticei-o após alguns minutos.
- Até parece que as tuas amigas não te contaram as coisas.
Mantive-me em silêncio.
- Uma rapariga beijou-me numa festa. E sim, eu deixei. Mas não passou desse beijo, caso a Eva não tenha esclarecido essa parte.
- Ela esclareceu, não te preocupes.
- Não te preocupes tu, porque ainda estou interessado em ti. - Soltou uma breve risada.
- A minha maior preocupação era ter o garanhão atrás de mim.
Ironizei e ele riu-se.
Senti novamente os seus lábios contra a minha pele. Um sorriso cresceu no meu rosto com o acto dele.
Permanecemos deitados durante as duas horas seguintes. Por pouco deixei o rapaz a falar sozinho, devido ao toque dos seus lábios no meu pescoço. Senti-me bastante confortável.
O Chris levantou-se pouco depois, para preparar algo para comer.
Segui-o para a cozinha.
Como já era habitual, sentei-me numa das bancadas da cozinha, observando-o a juntar ingredientes para fazer crepes e a derreter Nutella.
- Onde estão os teus pais Chris? Estás sempre sozinha em casa.
- É complicado.
- Podes contar-me. Gostava de saber.
- Saber o quê? Que o meu pai prefere a família perfeita dele e que a minha mãe foi numa viagem sem volta?
Continuou a fazer os crepes, sem sequer parar para me encarar. Percebi que era um assunto que o incomodava, o que me deixou arrependida por lhe ter perguntado.
Não fazia ideia que era essa a situação do Chris. Pensei que a ausência tivesse algo relacionado com trabalho, como a mãe da Eva.
- Desculpa ter perguntado.
Encolheu os ombros, apesar de perceber que estava incomodado com o assunto abordado.
Saltei da bancada, aproximando-se do Chris. Acabei por abraçar a sua cintura e por me desculpar novamente. Pousei a cabeça nas costas dele, enquanto ele ligava o fogão.
- Devo ser mesmo impossível de aturar, acabavam por virar costas.
Tentou brincar com a situação, apesar de não ter resultado. Percebi que estava realmente magoado.
- A culpa não é tua Chris. Ninguém escolhe os pais que tem. - Afirmei, sem largar a sua anca. - Não fiques a pensar no que te perguntei.
Manteve-se em silêncio novamente.
Decidi esquecer o assunto, mantendo-me agarrada ao moreno.
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VANEDANNENDE ➛ CHRIS SCHISTAD (A SER EDITADA)
RomansaVanedannende = Viciante Quando Vénus regressa a casa, percebe que nada está como pensava.
