Uma viagem agradável

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Um pouco mais de Olívia para vocês, que a amam tanto haha

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Finalmente todas as pessoas foram atendidas e eu poderia ir para casa deitar, não fazia ideia de como tinha aguentado o dia todo com dor de cabeça, o pior de tudo eram os olhares que a Waverly me lançava de tempos em tempos. Eu já não sabia o que ela queria dizer só de olhar para ela e ela não parecia mais feliz quanto antes. Eu sabia que ela estava lidando com uma situação peculiar, mas eu já não tinha deixado claro que eu estava ali para o que ela precisasse?

- Nicole? - Perguntou Waverly, me tirando do transe.

- Oi?

- Eu perguntei se ela vai dormir na sua casa? - Perguntou, organizando a pilha enorme de formulários em cima da mesa do Nedley.

- A Olívia? Sim. - Eu não sabia se ela queria conversar e estava um clima tão estranho que não fazia ideia do que falar. Terminei de arrumar os formulários do Dolls e do Doc por ordem alfabética e me levantei para ir embora. Eu não conseguia esconder que eu estava triste e ao mesmo tempo não conseguia desviar o olhar dela. Ela me olhou levantar, como quem queria dizer algo.

- Eu... posso ir? Com você? - Se levantou e bloqueou minha passagem.

- Depende. - Eu queria falar sim, mas eu precisava ouvir aquela resposta. - Você quer ir para ficar comigo ou por que está com medo de me deixar sozinha com minha ex? - Ela tomou ar para me responder, mas não conseguiu. Ficou muda. - Foi o que eu pensei. - Dei dois passos e esperei ela desbloquear o caminho. Ela se afastou um pouco para a direita. - Bom final de semana para você. - Dei um meio sorriso e sai.

Cheguei em casa, Olívia tinha pedido pizza. Comemos no meu quarto. Contei para ela o que tinha acontecido durante o dia e ela desceu com os pratos e para pegar algum remédio mais forte para cabeça. Me arrumei no banheiro para dormir, quando voltei Olívia estava deitada na cama mexendo no celular, no meu celular. Peguei o copo e o comprimido que ela tinha deixado para mim na mesa de cabeceira e o tomei.

- Sua avó já voltou para casa, a Aadya acabou de te mandar mensagem. - Peguei o celular da mão dela. - Relaxa, sua namorada não te mandou nenhuma mensagem.

- Liv, não me leve a mal, mas dorme no outro quarto? A Waverly já não gostou de você ter vindo e se ela perguntar eu não vou mentir. - Ela riu, realmente achando engraçado.

- Claro, vou pra sala assistir televisão. qualquer coisa grita ou - pegou o celular dela - me manda mensagem. - Se levantou e desceu.

Peguei no sono em seguida. Acordei no dia seguinte com a campainha tocando desesperadamente. Ouvi a Olívia abrindo a porta e falando com alguém, mas não era a Waverly. Logo ouvi passos na escada, a porta do meu quarto abriu e alguém apareceu me chacoalhando.

- Acorda, Haught. A gente precisa conversar.

- Wynonna? - Perguntei, tentando me ver na escuridão. Ela abriu as cortinas bruscamente e minha cabeça voltou a doer instantaneamente. O que ela fazia ali?

- Haught, presta atenção. - Bateu uma palma na outra, tentando iniciar a explicação. Me sentei ainda um pouco atordoada.

- A Waverly está bem? - Consegui perguntar.

- Está, mas não por muito tempo, preciso da sua ajuda. - Comecei a me preocupar.

- Doc achou a Constance Clootie e ela está com uma ajudante um pouco... digamos que eficiente. A tal da Dini que você estava investigando. Acontece que a gente descobriu o que ela faz e Haught, a coisa vai ficar feia se as duas continuarem juntas. Eu preciso que você tire a Waverly da cidade enquanto a Black Badge cuida dela, quer dizer, procura por ela.

Crônicas de Ghost RiverHistórias para pegar e não largar. Descubra agora