Essa falta de ar

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Ei gente!

Lembrando que esse cap é aquele que a gente combinou de quem "quiser" gravar a reação.  É só um cap fofo. 

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Essa falta de ar

No dia seguinte meu humor já tinha melhorado. Charles voltou para a cidade dele, pois iria ter uma festa, ele me chamou, mas pensei que eu precisava conversar com a Waverly sobre o que tinha acontecido na noite anterior. Mandei uma mensagem perguntando se ela queria almoçar comigo.

W: "Ei. Almoçar eu não posso, mas talvez jantar? Wynonna pediu pra eu fazer uma checagem."

N: "Janta? Pode ser. A gente precisa conversar, ok?"

W: "Já fiquei com medo. Não vou aguentar esperar até a noite, posso ir ai agora?"

N: "Eu ainda estou de pijama, mas pode."

W: "Ok"

Eu comecei a ficar ansiosa, não sabia se arrumava alguma coisa para ela comer ou se me trocava. Charles tinha deixado um café, horrível, pronto. Liguei a cafeteira de novo. De repente parecia que a casa estava muito bagunçada, tentei arrumá-la e me trocar ao mesmo tempo.

"O que eu estou fazendo? Fica calma." - Pensei. A campainha tocou em seguida. "Ótimo!" - Eu só tinha trocado a parte de cima do pijama. Desci e abri a porta. Automaticamente meu sorriso acompanhou o dela.

- Bom dia, trouxe Donuts. - Me entregou o pacote. Por um momento eu não consegui saber se respondia, se a abraçava, se a beijava ou se estendia a mão. Segurei o que ela havia me entregado e dei passagem para ela entrar.

- Obrigada por vir. - Conseguir dizer.

- Sobre o que a gente precisa conversar? - Perguntou enquanto me acompanhava até a cozinha. Eu já não sabia se eu queria conversar.

- Quer café? - Peguei dois copos. Ela estava ao meu lado, bem perto, perto o bastante para eu não conseguir mexer o braço sem esbarrar nela.

- Hum -Se sentou no balcão e me puxou pela cintura.- Era isso que você tinha para me perguntar?

- Waverly... - Conversar para quê mesmo? Me acomodei entre as pernas dela, coloquei a mão em sua nuca e a beijei. Soltei o copo que ainda segurava e a segurei pela cintura, ela apoiou os braços sobre meu ombro e com uma das mãos brincava com meu cabelo. A língua dela entrou lentamente em minha boca. Embora fosse um beijo lento e calmo, meu coração fazia tanto barulho e batia tão rápido que imaginei que ela estivesse ouvindo. Eu estava com medo, muito medo de fazer algo errado e ela ir embora. Ir embora e não me mandar mais boa noite, ir embora e nunca mais me surpreender com sorrisos, ir embora e eu nunca mais poder sentir seu cheiro, cheiro esse que era só dela e eu adorava.

Eu não queria demonstrar que ela tinha tanto poder sobre mim, mas ela já sabia que eu ia fazer o que fosse no ritmo dela. Minha auto-confiança parecia um pouco balançada nesse momento. Eu queria que ela se sentisse à vontade, ali, comigo, na minha casa e queria ter certeza que qualquer coisa que eu fizesse ou falasse, ela não desistiria e que ficasse, comigo.

Sybil subiu no balcão e começou escalar a Waverly, atrapalhando nosso momento. Ela se afastou de mim bem devagar e me deu um último beijo sorrindo. Sybil resmungou e eu a peguei no colo. Waverly não parava de fazer contato visual. Seu sorriso não se desmanchava por nada. Era difícil de respirar e parar de fazer o mesmo. Sybil começou a andar em meu ombro. Waverly segurou minha mão e me puxou de novo para mais perto dela e me abraçou.

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