Capítulo 17

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                    Alana

Seis meses depois.

- Não me vem com esses papos tortos não! Aonde você passou a porra da noite? - ameacei Willian com uma panela.

- Me tonteia não garota, quer apanhar é Alana? - ele gritou.

- Me bate Willian. Bate na menina que tu tirou de casa enchendo de promessas.

- Eu vou te quebrar no pau vacilona do caralho.

- Quebrar é o cacete! - sai de casa batendo a porta.

Minha mente tava a milhão.

Depois daquela bendita noite, eu e ele nos acertamos. Foi tudo lindo sabe? Tipo romance de cinema , ele me pediu em namoro , comprou uma casa com direito a tudo pra gente morar e eu tava a cada dia mais apaixonada pelo novo Willian.

Briguei com minha mãe e me sai de casa mesmo. Abandonei tudo. Colégio, mãe, casa, vida!

Mas seis meses se passaram e o inferno começou. Ele chegava em casa tarde, ficava usando aquelas porcarias em casa e na minha frente, dormia fora e o caralho a quatro.

Juro que qualquer dia desses, saio fora da vida dele.

Mudei muito nesse meio tempo. Estou diferente, não sou aquela Alana que era estudiosa, trabalhadora, agora sou a Alana que fala gíria , arma confusão, vai pra baile e quebra o pau com Willian.

Eu me tornei um nada. Uma mulherzinha de traficante que todos respeitam,  mas eu mesma não me respeito.

Pra minha mãe eu sou um desgosto. Aliás pra minha família toda né?!

Fui andando sem direção, passei a mão nos cabelos e decidi ir desabafar com Paulinha. Ela era mulher de um dos parceiros de Willian, se tornou uma boa amiga pra mim. Fala verdades na minha cara, me xinga as vezes , mas sempre quando eu preciso tá aqui.

Ela e minha ruiva Vitória são minhas fortalezas!

- Paulinhaa. - gritei em seu portão.

Ela veio abrir com a maior cara de sono do mundo.

- Te acordei amiga? Desculpa .

- Acordou nada Lana. É que não dormi ontem, entra aí.

Entrei em sua casa e me joguei logo no sofá. Sabe como é amiga né, quando cria intimidade já chega se jogando nos móveis.

- Que foi que tu tá assim toda burucutu?

- Discuti com o embuste!

- Novidade né, o que o traste fez?

- Chegou em casa só hoje cê acredita? E eu em casa pensando que o vagabundo estava correndo perigo..

- Ah amiga.. A gente não tem jeito não em, como gostamos de duas desgraças.

- Eu não sei Paulinha. - suspirei. - Só sei que era diferente tá ligado? Desde os treze anos quando conheci ele , era tudo cheio de promessa... E há seis meses atrás ele jurou vei, prometeu que me amava e eu acreditei...

- Não fica assim! Eu mais do que ninguém sei sua situação. Com Menor foi assim também pô. Me prometeu o céu e a terra, mas cadê ele no momento pra cumprir a promessa.

- Eu não aguento mais.- falei já chorando .

- Ih levanta a raba dessa porra dessa sofá aí Alana! - me puxou do sofá. - Não vou ver amiga chorando por macho ruim não, te prepara que vamos é pro bailão hoje!

Destino ImplacávelHistórias para pegar e não largar. Descubra agora