Capítulo 50

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          Vitória

Voltei da casa da minha mãe, tinha ido almoçar lá.. Eu até agora não sei fazer nem uma porra de uma comida.

Rodrigo me xinga, briga, diz que eu sou imprestável. Mas fazer o quê? Nada!
Esses dias mesmo minha filha ficou doente, o desgraçado teve a cara de pau de me culpar e dizer que eu não cuido da menina direito.

Um caralho pô. Posso ser o que for mas sempre cuido de Vanessa direitinho , dou os remédios faço tudo, só que criança é assim, fica doente sempre.

Amo muito Rodrigo e não nego. Já tô com ele a dois anos e o amor não diminuiu, eu sei que fui imprudente engravidando cedo.. mas não foi só eu a irresponsável, Rodrigo também, eu só tinha catorze anos, soube ttansar comigo então tinha que assumir !

- Colé. - ele chegou em casa mais cedo e colocou sua arma em cima do criado mudo.

- Guarda isso num lugar seguro aí. Sua filha pode pegar.

- Suave.

Ele foi para o quarto. Era sempre assim, não nos falávamos direito, parece que na vida de Rodrigo eu era apenas uma obrigação. Fazia dois meses que ele não me procurava na cama...

Dei comida a Vanessa e coloquei ela para dormir. Fechei as janelas do quarto dela e tranquei tudo, todas as janelas daqui de casa eram blindadas, afinal nesse morro é assim, quantas vezes bala ja atingiu lá na casa de minha mãe, maior medo.

- Filhos da puta! Desgraçados. - Rodrigo falou irritado andando de um lado para o outro.

- Fala baixo pra não acordar Vanessa pô. - reclamei.

- Me fala porra nenhuma não Vitória! Na moralzinha.

- O que foi que aconteceu?

- Os policiais tentaram invadir o morro. Como não conseguiram mataram um pivete maior gente boa daqui.

-Caraca mano, que miséria!

- O moleque tinha nada ver pô.. - falou todo triste.

Me permiti dar um abraço nele ele retribuiu. Fiz carinho nos cabelos dele, era tão lindo, eu sou tão apaixonada. 

- Tu tá sempre do meu lado né Vi.. - ele disse sem me olhar.

- Sim, mesmo você errando Rodrigo. Eu sempre serei sua mulher!

- Você me perdoa por ter feito tudo isso?

- Já te perdoei amor. - sorri.

- Tu e Vanessa são os maiores amores da minha vida, eu não sou muito legal com essas palavras mas te amo.

Fiquei intacta. Em dois anos de convivência nunca havia ouvido um eu te amo dele, nem um gesto de carinho há não ser na hora do sexo.

- Não vai dizer nada?

- É que não sei o que dizer...- sorri envergonhada. - Eu também te amo!

Nos beijamos, e quando fomos ver ja estávamos na cama. Rodrigo me jogou na cama e subiu por cima de mim me beijando, puxando meus cabelos e apertando minha cintura.

Ele se levantou e eu fiquei sem entender. Pegou um negócio na gaveta e  me ofereceu.

- Que porra é essa? - falei.

- Baseado de maconha. - sorriu de lado. - Quero ficar contigo de um jeito diferente, bem brisado, eu e você.

- Eu não gosto dessas coisas.

- Pô Vitória, só hoje, mas tarde tem baile, fica suave - me pediu com uma carinha fofa.

- E se eu me viciar nisso? Tá louco Rodrigo.

Destino ImplacávelHistórias para pegar e não largar. Descubra agora