Capítulo 49

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                Alana

Terminei de ajeitar minhas coisas pra pôr no caminhão de mudanças.

- Eu vou sentir saudades de tu. - minha sogra falou.

- Vai ter nem tempo de sentir saudade! Vou tá aqui todo dia.- sorri e a abracei.

- Mesmo assim vou sentir.

- E a senhora agora tem uma companhia. - me referi ao pai de Willian

- Nem sei se devo dar uma chance pra ele!

- Deve, eu mesma, dei tantas chances para seu filho e agora ele mudou totalmente.

- Uma chance é tudo que darei, se ele vacilar é tchau e bença.

- A senhora falando gíria? - ri.

- Viver com esses filhos  assim como que não aprendo.

Murilo chegou em casa. Fui dar um abraço nele, sentiria muitas saudades.

- Sempre vem aqui viu morena? Não esquece de mim. - ele disse.

- Nunca vou esquecer de você Murilo.

Eu me sentia meio sem jeito por causa daquelas coisas que ele disse mas eu gostava pra caramba desse menino, e vai ver ele confundiu os sentimentos.

- Vamos Alana, pega nosso filho aí.

- Se acalma apressado, que merda hein. - revirei os olhos.

Entrei no carro, e ele ligou um som alto. A casa era umas cinco quadras daqui, era um pouco longe da casa de minha sogra, era na rua principal, rua onde só mora os bandidos que tem muito dinheiro.

- Essa casa deve ter custado uma nota.

- Isso é nada pra mim.

- Não me sinto confortável vivendo do dinheiro sujo.

- Se tu escolheu viver comigo se acostuma. Não vou aturar tu reclamando, só aproveita parceira.

- Grosso.

- Grosso e grande também, quer experimentar? - ele riu.

As vezes Willian era muito idiota na moral.

Entrei na casa, era uma mansão no meio da favela. Na frente era simples pra não chamar atenção, mas por dentro, era o maior luxo que já vi na vida.

- caramba que casa! - falei colocando meu filho no sofá.

- É tudo pra você morena. - sorriu. - Cê merece todo glamour do mundo..

- Obrigado, mas só de viver ao seu lado eu tô feliz!

- Tira o menino do sofá pô, ele tem uma varanda só pra ele brincar.

Ele me mostrou a varanda, era cheia de brinquedos. Lucca estava adorando, deixei ele brincando e fui ver o resto.

Nosso quarto era um verdadeiro  luxo, suíte, janela com vista especial pro morro todo etc.

- Vamos fazer muito amorzinho nesse quarto. - willian sorriu malicioso.

- Vamos sim. - o beijei e ele me jogou na cama.

Começou um beijo violento, ele puxava meu cabelo e  roçava sua ereção sobre mim.. Em cinco minutos ele já estava duro, me levantei e me tentei me recompor.

- Willian ,nosso filho está lá em baixo sozinho e você quer transar.

- Vai me dizer que não gostou. - riu.

- Adorei mas tenho que ver Lucca.

Desci as escadas e peguei meu bebê. Ele não queria sair de jeito algum, viciou.

- Aí o que você foi arranjar pro teu filho.

- Deixa o menino fazer o que ele quiser pô, fica suave.

-"Fica suave" - o imitei.

- Agora eu tenho que ralar. - ele falou. - Cheio de pendência na boca, tá foda.

- Afe.

- Mais tarde eu volto amorzão.

- Cadê aquela mulher do teu parceiro? Larissa o nome dela.

- Ih tu num sabe? Eles se mudaram pra outro país, Rangel abandonou o morro por causa dela.

- Isso que é amor. - sorri.

- Isso  é maluquice. - ele disse e eu revirei os olhos.

Me despedi dele e fiquei  sozinha nessa casa enorme. Lucca dormiu.

Fui olhar a vizinhança e vi uma mulher  saindo pra pôr uma menina  pra brincar.
Ela era linda demais, loira, um corpo de dar inveja, eu era apenas uma franguinha do seu lado.

Ela me olhou e sorriu.

- Tu é nova aqui na rua né?

- Sim. - falei envergonhada.

- Tu é mulher de Rangel mesmo?

- Sou.

- Caraca, cê é novinha demais mano. Meu primo nunca me apresentou você.

- Primo?

- Sim, eu sou prima de Willian de consideração.  Era mulher de um traficante, mas eu terminei com ele e eu tive que me refugiar aqui.

- Por que terminou?

- Ele me agredia muito... Minha filhinha não merece viver assim.

- poxa... - falei triste. - Ela é linda como você.

- Obrigado, o nome dela é Heloísa, tem dois aninhos minha princesa, e o seu nome?

- Alana.

- O meu é Talia, prazer. - me estendeu a mão.

- O prazer é todo meu, amei você! - falei sincera.

- É um começo de uma boa amizade. - sorriu.

Destino ImplacávelHistórias para pegar e não largar. Descubra agora