Capítulo 33

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                 Murilo narrando

Eu e Alana iríamos para praia, a médica disse que era sempre bom ela tomar um solzinho, e eu como tio babão, fazia tudo né.

- Você já tá pronta? - perguntei a ela.

- Não , deixa eu só pegar o protetor lá em cima.

Ela foi pegar o bagulho lá em cima e eu falei com minha mãe.

- Tem certeza que não quer ir com a gente minha vida? - a abracei.

- O que uma velha vai fazer na praia?

- Que velha mãe? Tu só tem trinta e poucos anos.

- Não quero ir não filho. - sorriu. - Eu marquei com as meninas de tomar uma gelada e pegar um sol aqui na laje.

- Ah tá bom mãe.

- Eu tô bem orgulhosa de você meu príncipe.

- Por que mãe? Nem fiz nada de bom.

- Fez sim, está cuidando da casa, administrando tudo, e cuidando da sua cunhada.

- Eu faço isso com prazer.

- Eu não sei o que seria de mim e de Lana se não fosse você.

- Eu te amo mãezona, você é tudo pra mim! - a abracei

- Atrapalhei o momento mãe e filho? - Alana riu.

- Não menina, você também é da família corre aqui. - minha mãe disse.

Ficamos nós três abraçados, eu amava essas mulheres, as duas mulheres da minha vida!

Nos despedimos de minha mãe e fomos pra praia. Coloquei um som do Grupo disfarce no carro e fui dirigindo pensativo.

Tanta gente para eu me apaixonar, eu me apaixono pela minha cunhada, mulher do meu irmão que eu amo tanto, mãe do meu sobrinho , Deus me perdoe por esse pecado.

- Que foi Murilo? -ela chamou minha atenção.

- O quê?

- Todo pensativo aí.- sorriu

- Nem tô. - dei um sorriso fraco.

Eu iria achar o amor da minha vida, com certeza não era Lana, ela amava loucamente meu irmão, e isso era nítido. Mas enquanto esse sentimento idiota me perseguia eu podia ao menos tê-la por perto, como uma irmã .

- Chegamos! - abri um sorriso e fui ajudar ela a sair do carro.

- Ai, minha barriga está me sobrecarregando. - fez bico.

- Não vejo a hora do meu menino nascer! - eu disse.

- Eu também Mu,vamos mimar ele muito.

- E o nome dele?

- Vamos pensar em um nesse instante, mas primeiro me compra um sorvete que estou morrendo de desejo.

- Criança toda. - sorri e fui ate a barraquinha de sorvete.

- Quero de chocolate! - pude ouvir ela gritar.

Comprei um de chocolate para ela, e um de napolitano para mim. Ajudei ela a descer e aluguei as cadeiras, e o guarda-sol, de quebra comprei umas Skol beats da verde pra mim, adoro demais.

- Também quero. - Alana se referiu a Skol.

- Não, você tá grávida.

- Tô grávida, não morta. Por favor cunhadinho, te amo. - me abraçou de lado.

- Ah, só um pingo. - cedi.

Ficamos conversando e tirando selfie.

- Aquela louca da Rafinha foi te procurar ontem de noite .

- Eu hein, já falei que não amo aquela mina! Tomar no cu viu.

- Parece que ela não percebe isso.

- É.. - dei de ombros.

- As vezes eu acho que você está apaixonado. - me fez cócegas.

- Louca. - ri. - Apaixonado por quem?

- Sei lá, tem horas que eu te vejo todo radiante.

- Eu gosto de uma mina aí. Mas ela namora então me fodi.

- Nossa isso é mó ruim.

- Verdade, mas vamos mudar de assunto. Vamos tomar banho.

- E quem vai olhar nossas coisas?

- Então vai você primeiro, depois eu vou.

- Tá bom, beijo. - me deu um beijo no rosto.

Pqp, ainda bem que ela não percebe como fico quanfo ela se aproxima de mim.

Fiquei observando Alana tomar banho de mar, parecia uma criança. Uma criança que esperava outra criança. Ela era linda, perfeita.

Quando ela voltou eu nem quis ir tomar banho, ficamos discutindo o nome do bebê.

- Eu acho que Pedro seria bonito. - falei.

- Ai não, muito comum.

- Já que quer um nome não comum, coloca Ariostrovaldo.

- Deus é mais, você tem merda na mente. - riu.

- Ô, fica nessa. - dei risada.

- Pensei em Levi.- ela disse sorrindo.

- Bonito, mas temos três meses pra pensar ainda calma.

- Calma nada, tenho que terminar o enxoval com as coisas com o nome dele.

- Que fricote! - revirei os olhos.

- Já sei! - ela disse vitoriosa.

- Qual?

-Lucca.

- Gostei.

-  Vai ser esse.

- Tá bom cunhadinha. - a abracei.

Passamos o resto do dia curtindo a praia, e assim foi entardecendo e ai fomos para casa.

Destino ImplacávelHistórias para pegar e não largar. Descubra agora