Vinculum

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Gabriel desceu logo depois que seu irmão, Valentin, veio lhe comunicar que as convidadas já haviam chegado

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Gabriel desceu logo depois que seu irmão, Valentin, veio lhe comunicar que as convidadas já haviam chegado.

Mesmo eles não tendo tido a delicadeza de me convidar, ainda assim, segui para a biblioteca assim que terminei de me arrumar.

Não bati na porta, apenas entrei e estanquei diante da conversa que cessou bruscamente com minha chegada.

— LINA.

Ignonorei o tom de voz de Gabriel e dei a volta ficando em frente a eles.

Haviam seis pessoas na sala. Valentin, próximo ao irmão, atento, e com uma expressão séria. As duas bruxas, as mesmas que me alertaram sobre Ambrósio. E os dois Alfas. Ambos lindos e banhados bem acomodados em algumas poltronas que não estavam ali da última vez.

— Boa noite a todos. Desculpa a demora, continuem.

A bruxa deu um leve sorriso, mas o sorriso morreu assim que seus olhos caíram em meu pescoço.

— Impossível! — levantou-se. E em um piscar de olhos estava com a mão em torno de mim, mais precisamente em minha garganta.

— Solte-a. Agora!

— Isso é ...

— Sim. — Confirmou Gabriel se aproximando de mim. — Mas se não a soltar agora, esquecerei que veio aqui em paz.

Ela me soltou, mas o seu olhar continuava cravado em mim. Descrença e raiva era tudo que eu conseguia ver em seus olhos. Senti a mão de Gabriel envolver a minha protetoramente e me puxar para seu lado.

Olhei em volta. A outra bruxa também pareciam ter visto um fantasma. Quando cheguei do outro lado da mesa, com Valentin do meu outro lado em uma postura defensiva, Gabriel voltou a falar:

— Em primeiro lugar, não se aproxime ou toque em um membro da minha família. Entendeu Sharen?

— Certamente, Wasser. Não voltará a se repetir. Mas há de convir que foi uma surpresa vê em seu pescoço o meu colar.

— Não é seu. Isso foi dado a minha mãe, por meu pai, em seu aniversário de casamento.

— Não sei como foi parar em suas mãos, mas ele não pertence a vocês. Pertence as bruxas, é muito perigoso para cair em mãos erradas.

— Então boa sorte em tirar ele do meu pescoço.

— O que você disse? — se virou para mim, visivelmente interessada em minhas palavras.

— Falei que não consigo tira-lo do meu pescoço. Já tentei, talvez você consiga. Sabe como abre isso?

As duas bruxas se entreolharam, surpresas, pairando uma sombra em seus semblantes.

— Meu Deus, isso é pior do que eu imaginava.

— Por que? — Gabriel perguntou.

— Esse colar foi feito por mim e Margery, líder das bruxas das trevas. Foi uma forma que encontramos de equilibrar nosso poder, concentrando o bem e o mal em um amuleto. Que ambas pudéssemos controlar. Mas não foi bem assim...

LINAOnde histórias criam vida. Descubra agora