Capítulo 11 - Alma Sombria

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A raiva consome meu corpo de maneira que não sinto dor ao estalar todos os dedos na cara de Michel. Posso ver sangue em todo o chão e Michael já nem geme mais de dor, provavelmente está desacordado ou morto. Seu rosto está completamente desfigurado com uma quantidade absurda de sangue.

 Seu rosto está completamente desfigurado com uma quantidade absurda de sangue

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Minha ferida deve ter aberto um pouco, mas foda-se. Estou puto e nada abaixa esse ódio. Já estive muito pior também.

Vou matá-lo!

"Não! Ele ainda pode nos ser útil."

Mas ele a machucou!

"Mate-o depois."

Mas que filho da puta! Por que ele fez isso? Por que a machucou?

Chuto seu corpo de lado e olho para onde Lissara deveria estar, mas não está.

Cerro os punhos. Esse miserável estragou meus planos.

Vejo a trilha de sangue que o braço dela deixou e corro em direção oposta. Preciso terminar umas coisas antes... Ela não irá longe mesmo, não com um ferimento daquele. A trilha que ela pegou dará no orfanato e eu sei disso porque eu sempre pegava  esse caminho para ir vê-la.

Então vou até minha casa, tenho um plano e infelizmente não poderei mais voltar a morar aqui. Dou uma última olhada nela e suspiro, não tem outro jeito. Cubro bem meu porão, porque dele ainda vou precisar, depois pego um latão de gasolina e espalho pela casa toda, em seguida acendo o fósforo e jogo na casa.

Saio correndo de lá e vejo o fogo se espalhar por toda a casa. Sinto uma pequena nostalgia pelos momentos que passei ali. Talvez eu sinta saudades, mas é necessário para meu plano que ela seja destruída.

Corro até o orfanato que é onde a trilha de sangue da Lissara vai dar.

Infelizmente ela deve ter me visto naquele estado de puro ódio e com certeza vai estar assustada. Então... Terei que dizer a ela.

Droga, maldito Michel!! Estragou tudo com seu estado emocional instável. Mas Tenho que admitir que Lissara foi incrivelmente abusada e desafiadora. Ela nunca me desaponta. 

Chego até o orfanato e vejo muito sangue pelas paredes, e no chão.

Puta merda! Ela não vai ter muito tempo de vida assim.

"Não podemos deixar que ela morra!"

Já sei porra, cala a boca.

Ando até um quarto que deveria ser o antigo dela e a vejo encolhida no canto.

- Qual sua cor preferida, Green? - Ela sussurra com uma voz falha, prestes a chorar. 

É tão... Fofo? Sei lá o que as pessoas usam pra isso, mas me causa um sentimento sereno. Sorrio levemente por saber que ela está pensando em mim.

Amor SombrioHistórias para pegar e não largar. Descubra agora