Capítulo 26 - Sala de Tortura

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O sol entrando pela janela não é o que me faz acordar e sim o peso de Nicolas que está agarrado ao meu corpo.

Tento me soltar dele sem acordá-lo, mas não consigo.

- Bom dia, amor - Diz agarrado ao meu pescoço.

- Bom dia. - Digo meio seca.

- Achei que acordaria de bom humor depois da noite de ontem.

Não posso negar que simplesmente foi incrível os sentimentos e sensações que Nicolas me causou. Seu olhar sobre meu corpo refletia intensa obsessão, veneração e adoração. Com toda certeza nunca fui tão amada e adorada em toda minha vida e ainda que tivesse outras vidas, não seria.

Eu coro com seu olhar vitorioso ao analisar minha reação, mas eu simplesmente não podia me entregar à um assassino que matou minha melhor amiga e todos os outros próximo a mim.

Um sentimento de nojo se apoderou do corpo e eu levantei num impulso, correndo, para me lavar.

Entrei no banheiro nua do jeito que estava e comecei a me lavar, esfregando minhas partes íntimas que continha seu líquido seco.

- O que está fazendo, Lissara?

Paraliso ao ouvir a voz ameaçadora do Nicolas.

Penso rapidamente em uma desculpa.

- Não quero ter um filho seu. - Rebato sem demonstrar meu medo.

Ele sorri, mas não chega aos seus olhos e vejo raiva no fundo deles.

Andando até mim lento e ameaçador, me observa como se eu fosse sua caça.
Ele pega minha mão que está em minha intimidade e a ergue com um aperto que me faz estremecer.
O vejo com a outra mão, mostrar uma caixa de remédio que julgo ser pílula do dia seguinte.

- Eu também não quero que tenha um filho meu....  Agora. - Ele aperta com mais força meu braço e eu deixo escapar um gemido de dor. - Nunca mais limpe minha porra de você! Fui claro? - ele sussurra a última parte me dando calafrios.

Ele me solta logo após eu acenar com a cabeça e se retira do banheiro.

Deslizo pelo chão do banheiro e encosto minha cabeça pra trás pensando no quanto estou ferrada após ouvir aquele "agora".

Ao sair do banheiro me sinto um pouco mais limpa.

Observo a pílula em cima da cômoda com um copo de água e sem pensar duas vezes boto pra dentro.

Olho ao redor e penso com um pesar no coração "minha nova prisão".

Uma angústia muito grande se apodera de mim e levo minha mão ao peito para ver se consigo minimizar.

- Tudo bem, amor? - Nicolas surge na porta e eu sinto raiva ao ouvir sua voz. Como pude ser tão ingênua.

- Sim.

Ele me olhou como se duvidasse.

- Preciso sair. - Dispara.

- Tudo bem. - Digo e quase não consigo esconder meu alívio.

- Não fique com saudades. - Diz enquanto vem em minha direção me beijar, mas devido o rosto e ele beija minha bochecha.

Seu olhar em resposta à minha ação é demoníaco e ele pega meu queixo entre seu indicador e o polegar e força meu rosto a virar pra ele com uma assustadora delicadeza.

- Eu acho melhor... - Sussurra entre meus lábios. - Você se comportar com seu homem. Ou esqueceu de quem vai sofrer as  consequências? Sabe... Eu adoraria dar um pulo na casa da Sra. Martins agora.

Amor SombrioHistórias para pegar e não largar. Descubra agora