Ao ver Lissara caindo rapidamente retomei o controle de minhas ações.
Meu coração parou de bater e senti minha alma saindo do corpo.
- LISSARA! NÃAAAAO! - grito com todo meu fôlego.
Ela não sobreviveria a uma queda daquela, haviam muitas rochas ali.
Desço o penhasco como uma besta e perco algumas unhas no caminho mas foda-se! Preciso ver se ela está viva!
Por favor esteja viva!
Chego no local onde está o corpo de Lissara e entro em pânico ao ver seu estado ensanguentado. Ela estava inconsciente e eu não podia mexer nela, pois com certeza ela no mínimo quebrou os braços e as pernas.
Puta merda! Puta que pariu!
O que eu fiz! O que você fez, porra!
Meu demônio interior nada dizia, parecia que tinha ido embora junto com Lissara.
Não! Ela não pode estar morta, não pode morrer.
Coloco minha mão no bolso e pego meu celular.
- Emergência, bom dia!
- Minha mulher caiu de um penhasco, eu acho que está morta. - Gelo e negação passeiam pelo meu corpo.
- Senhor, passe sua localização.
Falo minha localização exata.
- Chegaremos em um estante, senhor.
A mulher me passa várias dicas de socorros mas eu estou atônito. Só consigo pensar que ela não pode morrer.
Chego próximo ao seu ouvido.
- Meu amor, não me deixe, fique comigo, por favor me perdoa!
Choro, choro como uma criança, nunca tinha chorado assim.
Eu me odeio, porque eu deixei ele fazer isso com ela!?
Não... Ainda não acabou, eu jamais deixarei que ela morra nem que para isso vá buscar a alma dela onde quer que esteja.
A ambulância chega e eu agora preciso pensar em uma boa desculpa, caso contrário estarei fodido!
- Senhor, o que houve?
Pensa, porra, pensa! Não posso falar que ela desviou de uma porrada que meu demônio interior ia dar nela e acabou rolando pro precipício.
Definitivamente não posso falar isso, porra.
- Estávamos passeando próximo da nossa casa ela quis tirar uma foto da vista e acabou escorregando e caindo.
- Entendi, senhor. Vamos chamar alguém para investigar a área..
- Não! Primeiro cuidem da minha mulher, eu já chamei a polícia, estão a caminho.
- Entendido, senhor.
Lissara... Não morra.
*-----
Um ano se passou desde o incidente que tirou Lissara de mim. Os médicos fizeram o possível mas não conseguiram a trazer de volta.
Mas todo dia eu a visito na esperança de que ela volte pra mim. Os médicos já tentaram me fazer desligar os aparelhos que a ajuda respirar, mas ameacei matar todos eles se o fizessem.
Lissara voltaria pra mim, não importa quanto tempo eu tivesse que esperar! Ninguém vai tirar ela de mim.
Estou acariciando seus cabelos, estão enormes após um ano sem cortar, seus lábios rosados e sua linda cor dourada. Eu simplesmente não me canso de admirar e ficar fascinado com tamanha beleza. Como pode ser tão perfeita pra mim?
- Meu amor... Estou com saudades! - Me inclino para selar nossos lábios e me demoro alí.
Sinto um leve movimento de seus lábios e então me afasto para ver o rosto de Lissara.
Meu coração quase sai pela boca quando a vejo tremer sua pálpebras para depois abri-las bem lentamente.
Um sorriso enorme escapa pelos meus lábios.
- Lissara! Meu amor!
Ela me encara confusa, deve querer saber onde está, o que aconteceu. Afinal, está em coma por um ano inteiro.
Na verdade uma onda de horror me inundou quando lembrei do que a fez estar aqui, foi minha culpa, ela jamais irá me perdoar. Droga... Talvez, não seja para ficarmos juntos, talvez eu deva deixá-la livre.
Meu sorriso desapareceu e meu abatimento foi notório.
- Vou... Chamar o médico. - Me viro para sair até que ouço sua voz suave.
- Q...quem.. é v-você?
Não acredito.
Meu.
Coração.
Parou.
Me viro atônito para ela que me encara ainda confusa.
- Você... Você não se lembra de mim? Não lembra nem o meu nome? - Pergunto incrédulo mas com uma puta felicidade mascarada.
Ela pisca algumas vezes confusa.
- E-eu... Eu não lembro n-nem o meu n-nome... - Ela diz com os olhos cheios de água.
Puta merda! Isso não está acontecendo!
Não estou acreditando na puta sorte que tenho. Se em algum momento eu tinha pensado em deixá-la livre, essa ideia maluca foi por água abaixo. Agora terei a oportunidade de recomeçar com ela, mas dessa vez farei o certo. Jamais deixarei ela saber quem eu sou de verdade e para ela, serei o que ela quer que eu seja.
Seguro o meu sorriso e tento parecer o mais acolhedor possível.
- Q-quem é v-você? - Ela pergunta novamente com muito esforço.
- Sou o seu Marido, meu amor... Não se lembra? Seu nome é Lissara... Minha vida.
Ela leva a mão até sua boca demonstrando seu espanto.
- Q-quanto tempo s-somos casados?! E-eu... E-eu não me lembro de nada!
- Nós namoramos desde a infância, casamos tem 2 anos, mas nos conhecemos a vida toda.
- Como... Como você se chama?
- Nicolas, mas você adora me chamar de amor... Eu gosto.
- Amor... - Ela testa a palavra em sua boca. Depois vira pra mim e pergunta. - Amor... O que aconteceu? Eu não me lembro de nada!
Lágrimas grossas escorrem por seu rosto. Meu pau reage a forma como ela me chamou e eu vou às nuvens! Sonhei várias e várias vezes em ouvir ela me chamando assim. Não poderia estar mais feliz.
- Não se preocupe, meu amor. Eu serei sua memória. - Sorrio não conseguindo me conter.
E esse foi o nosso recomeço. O início da nossa história novamente... Lissara é um livro em branco agora e eu terei o maior prazer em reescrever do jeito que eu quiser e como eu quiser a história do meu Amor Sombrio.
Então meu povo, esse é o final do meu primeiro livro. Confesso que corri horrores pra terminar ele pra vocês, porque minha faculdade começa já na próxima semana e eu teria que passar muito tempo sem escrever novamente, e eu como leitora sei que isso é um porre. ( já basta o período do meu casamento que abandonei o livro).
Eu pretendo fazer um livro com a continuação (Amor Sombrio 2), mas pode ser que demore devido a minha faculdade, não sei...
Espero que tenham gostado, talvez eu poste uns capítulos extras :)
Beijos no core <3
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Amor Sombrio
Romance⏩⏩ 1° Volume da saga Amor. ⏪⏪ Romance dark, doentio, tóxico e tudo aquilo de ruim que vocês já sabem que tem nos meus livros, aconselho a não ler se não curte esse tipo de história 😬 - O que quer de mim, Nicolas? - Quero que seja minha! Se entregu...
