Capítulo 8

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— Na última aula falamos sobre o livro Dias Mais Escuros, que é um livro bem intrigante do gênero ficção científica, tem um outro livro que se parece muito com ele chamado  Escolha dos Mundos, o livro não foi publicado e nem terminado, só existia seu prólogo.

— Existia, como assim? — Kimberly pergunta curiosa.

— Escolha dos Mundos foi escrito a mão, quando encontram o livro na casa praticamente destruída do Z.S.Z.W.S.W. o livro já estava queimado e só conseguiram ver o nome na capa e o prólogo, mas o livro não prestava para mais nada.

— Tem alguma prova que esse livro foi escrito pelo Z.S.Z.W.S.W. afinal ele sumiu e todos seus pertences se encontravam em sua residência.

— O caso foi encerado a muito tempo, não tem como eu responder a sua pergunta. — A professora estuda a Kimberly.

A porta da sala se abre revelando o rosto do nosso diretor.

— Desculpe interromper a aula mas tenho algo sério para falar.

Todos nós nos entreolhamos curiosos e preocupados pelo comunicado do nosso diretor.

— Senhorita Kimberly, onde está?

— Aqui. — Kimberly levanta a mão.

— Sua mãe estava voltando para casa, quando perdeu o controle e bateu o carro. Os polícias a encontraram sem o cinto de segurança e infelizmente já sem vida. Algo onde o carro bateu tinha uma estaca que atravessou o seu coração. Eu realmente sinto muito por sua perda. Não queria dá a notícia assim, mas os investigadores querem muito falar com você.

A sala fica em um completo silêncio, ninguém tem coragem de dizer absolutamente nada, todos os olhos se encontram na Kimberly. 

— Posso ir embora? — Kimberly dá um sorriso fraco e se levanta.

— Claro que sim. — O diretor diz.

— Como você vai sair nessa chuva? —Trinta a pergunta.

— Não se preocupe comigo, senhorita Young. — Kimberly sorri e caminha para perto do diretor.

Ele a abraça e diz algumas palavras em seu ouvido a nossa professora faz o mesmo, e de algum jeito meus olhos focam na saída da Kimberly com o diretor. Nossa professora continua à aula.

...

— Como você acha que a Kimberly está? — Pergunto olhando para a Trina.

— Deve tá arrasada, sua irmã nem pode ao menos consolar por estudar longe. — Ela diz triste.

— Cara, perder a mãe desse jeito deve ser horrível. Será que ela vai continuar sendo meiga ou vai se revoltar? — Chris pergunta intrigado.

— Acho que ela não vai mudar... Mas, precisará de amigos, pessoas que se preocupem pelo menos até a irmã ou algum responsável aparecer. — Trina diz.

— Esses amigos por acaso somos nós? — Blaine sorri.

— O que você acha? — Trina ironiza.

— Que isso tem tudo a dar certo. A final tô curioso para conhecê-la melhor. — Blaine diz ainda sorrindo fazendo a Trina sorrir.

— Você não é o único, o Shun também tem curiosidades. — Chris brinca fazendo a Trina arquear as sobrancelhas.

— Você gosta dela? — Trina pergunta sem enrolar.

— Claro que não só acho ela bonita. — Digo.

Os meninos começam a gargalhar, mostrando para Trina que não concordam com o que eu disse. Ela ignora e sorri, demonstrando acreditar em minhas palavras. 

Nós nos despedimos e fomos para casa assim que a chuva densa parou.

Ao abrir a porta noto que a casa está bem arrumada e o cheiro de torta de brigadeiro e pizza se espalha pela casa toda. Eu encaro o Blaine e Alguém sai da cozinha.

— Mãe. — Digo a abraçando.

— Meu amor, que saudade. — A mesma retribuí o abraço e beija minha testa.

— Blaine meu amor, você mudou tanto. — Ela sorri o abraça após me soltar. 

— Senti muita a sua falta, lá não é o mesmo sem vocês. — Ele diz beijando a bochecha dela.

— Meus bebês, agora tudo vai ser diferente e bem melhor. — Mamãe sorriu nos abraçando.

Passamos a tarde juntos, comemos, sorrimos, brincamos e conversamos muito sobre tudo, nada e principalmente por qualquer coisa. A felicidade por ter seus filhos juntos é bem nítido no rosto da minha mãe, finalmente eu a vi sorrir, um sorriso verdadeiro cheio de felicidade e esperança que todos os seus sonhos darão certo.

....

Mal sabiam eles que tudo o que conheciam está prestes a mudar, que passarão a acreditar em tudo o que não acreditam. Os perigos que lhes cercam estão mais próximos do que imaginam.

Em quem deveram confiar?

Seus amigos são mesmo seus amigos?

O destino está prestes a pregar uma peça em Shun e seus amigos, eles devem confiar em si mesmos e um nos outros se quiserem respostas para todas as perguntas que em breve terão.

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