Blondie
As cenas passaram-se rápidas demais.
Primeiro o dia do enterro da Hadley.
Segundo o dia que raptaram a Kim.
Terceiro o dia que mamãe perdeu seu bebê aos cinco meses de gravidez.
Quarto quando a rainha Musa, minha segunda mãe, sumiu para procurar a Kimberly e nunca voltou.
Quinto a morte de Dalli.
Mal pude conter o tamanho da minha raiva, nesse momento só queria matá-los com minhas próprias mãos. Mas o Shun fez um esforço para me ajudar a ficar calma.
Abro os olhos com grande dificuldade, alguém fecha as cortinas de veludo vermelhas para manter o quarto ainda escuro.
— Como você está? — Minha mãe se senta ao meu lado na cama.
— Bem, eu acho. — Faço um esforço para me manter sentada.
Ela me entrega uma xícara com um líquido quente amarelo.
— É um chá, vai fazer você se sentir melhor. — Ela sorri gentilmente.
Tomo um gole do chá, seu leve gosto de laranja trouxe-me um certo conforto e paz para minha mente tão confusa.
— Onde está o rei? — Pergunto após tomar outro gole.
— Com a Kimberly alguém precisa ficar perto. Caso ela acorde. — Seus olhos estavam pesados.
— Por quanto tempo eu dormi? — Entrego a xícara.
— Praticamente três dias. - Ela suspira. — O que importa é que você está bem, meu amor. Ainda é madrugada, descanse um pouco, mais tarde eu volto. — Ela se levanta.
— Mãe... — Começo a fitar a porta.
— Quando acordar de novo, prometo contar tudo o que aconteceu, meu amor. Por agora vá dormir. — Ela beija minha testa e sai me deixando só com minha nova dor.
Não consegui dormir por mas que tenha brigado com a cama. Ela me venceu pelo cansaço, então me levantai e tomei um longo e relaxante banho de banheira. Coloquei o primeiro vestido que vi pela frente, um curto cor de pêssego bem soltinho, mantive os cabelos soltos para secarem rápido e voltei para a cama.
Após três batidas alguém entra em meu quarto e lá estava ele, o rei. Seu semblante de preocupado está totalmente exposto.
— Como você está? — Fecha a porta atrás de si.
— Já estive melhor. — Forço um sorriso. — Me perdoa por tudo o que falei outra vez. — Digo cabisbaixa.
— Não tem necessidade de pedir perdão por nada, mas nunca quis substituir ninguém, querida. — Ele me abraça.
— Eu sei, pai. Fui uma tola em jogar a culpa para o senhor. — Retribuo seu abraço, que me traz calma e conforto, um abraço onde qualquer um se sentiria seguro.
— Ela já acordou? — O solto.
— Não, querida. — Ele beija minha testa.
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O Outro Mundo
FantasyNão recomendado para menores de doze anos, pois certas cenas podem conter gatilhos e violência leve ou moderada. ____________________________ #1lugar em Serenata 16/04/2022 #3 lugar em Serenata 02/04/2022 #8 lugar em Armadilha 14/04/2023 Após uma mu...