Diego
Após andarmos por algumas horas decidimos parar pra acampar. O Blaine decidiu se por no comando então foi buscar gravetos para fazer uma fogueira.
Me aproximo lentamente da Kimberly pra ver se já está melhor.
— Vai acabar roubando-a de seu amigo. — Alguém diz rindo.
Me viro rapidamente por ter reconhecido a voz.
— O que você quer? — Fico em sua frente deixando dois espaços de distância ente nós.
— Se acalme senhor Roberts, não vim lhe fazer mal algum. A garota. — Ele a ponta para Kimberly. — Me chamou bastante atenção, sua perna está inchada e deve infecionar, coitada.
Olho para a mesma e noto como está suando bastante, boto minha mão em sua testa e além de gemer de dor, está queimando em febre.
— Deixe-me ajudá-la?
— É o quê? Vai matá-la na primeira oportunidade. — Altero a voz.
— Ela é muito importante, não farei isso. Mas você não tem escolha, se não confiar vai deixá-la morrer.
— Posso encontrar algum remédio...
Risos me interrompem de continuar a falar.
— Escute, sua amiga foi infectada por algo assim que entrou aqui. Não sei como não aconteceu com você e o outro cara, mas ela pode morrer a qualquer momento, a dor que ela sente é como se seus ossos estivessem sendo quebrados e seus órgãos perfurados sem anestesia ou qualquer coisa que alivie a dor. Seu coração pode parar a qualquer momento assim como seus pulmões, você está mesmo disposto a deixá-la morrer por não confiar em mim?
A escolha não era tão fácil, deixar se aproximar da Kimberly é querer algo em troca dessa "bondade" nada é de graça. Mas, devo concordar que a mesma é muito importante e não quero carregar a culpa de sua morte pelo resto da minha vida, assim como não posso evitar que ele a mate. E eu não posso mudar isso.
— Suspiro. — Não quero carregar uma culpa de não ter tentado ajudá-la, então, faça o que veio fazer e é melhor nada acontecer com ela. —Digo sério.
— Você fala como se gostasse dela, Roberts.
Ele se aproxima da Kimberly e retira cuidadosamente minha camisa de sua perna. Retira uma faca pequena de seu bolso e começa a aprofundar o corte da perna da mesma, muito sangue escorre, e Kimberly acorda gritando, mas logo desmaia por causa da dor.
— Não gosto dela. -— Olho ao redor.
— Então, por que não a deixou morrer?
— Por que está aqui? O quê?
— Ele ri. — Talvez eu queira o mesmo que você. — Ele pressiona a perna até um liquido branco sair da mesma, e repete o procedimento no braço dela.
— Você vai matá-la por perde muito sangue. — Respiro fundo.
— Eu sei o que tô fazendo. O que trouxe vocês aqui? De verdade.
— Não sei... Um portal abriu e nos puxou. — O observo atentamente.
Após o líquido branco sair de seu braço ele respira fundo. E faz uma bola verde de energia em cada mão, ele bota sua mão no local onde está as feridas e pronúncias alguma coisa que não entendo.
Os ferimentos vão se cicatrizando e a Kimberly vai deixando de estar pálida, sua respiração vai diminuindo com o tempo.
— Ela está bem? — Pergunto curioso.
— Ela tá resistindo ao meu poder de cura.
— Isso não é bom cara.
— Relaxa, sua amiga ficara bem.
Após alguns segundos sua bola de energia fica azul. E todo os ferimentos se cicatrizam, a febre dela abaixa e a respiração retorna ao normal.
— Ela vai viver. — Ele da uma última olhada para a Kim e fixa seus olhos em seu colar.
— O que vai querer entroca?
— Nada Diego Roberts, como disse ela é importante.
— Você sabe o porque de estarmos aqui, o que te impede de dizer? — O empurro.
— O mesmo que o impede de contar a verdade para seus amigos e a Trina.
— Deixa a Trina fora dessa discussão.
— Não fique irritado, se te consola o Blaine encontrou os outros e estão vindo para cá. — Ele faz um mapa aparecer com seu poder. — Podem se abrigar nesses lugares marcados de azul.
— Por que você está nos ajudando Marcelo?
— Em breve vai descobri. — Ele me entrega o mapa e uma sacola preta. — Vá dando isso para sua amiga, vai fazê-la se sentir melhor.
— Ainda não entendo toda a sua ajuda, achei que não gostasse da Kim.
— Não tenho nada contra ela, talvez só com alguém relacionado a mesma.
— Marcelo você não deveria estar com...
— Preciso ir Diego, não terei clemência e não vou mais ajudá-lo, se vire sozinho com tudo o que te ensinei e não me decepcione garoto. — Ele me interrompe e fica de costa pra mim.
— Marcelo o que você quer dizer com isso?
Um brilho verde azulado Aparece e o Marcelo some. Dou um outro olhada para o horizonte e avisto o Blaine. Guardo o mapa e o saco, me sento ao lado da Kimberly, como meus olhos fixos em seu colar.
— O que você anda escondendo de nós? porque não age como a garota valiosa que o Marcelo disse que é? — Retiro uma mexa de cabelo do seu rosto. — Você esconde mais do que aparenta Kimberly. — Olho novamente para o colar.
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O Outro Mundo
FantasyNão recomendado para menores de doze anos, pois certas cenas podem conter gatilhos e violência leve ou moderada. ____________________________ #1lugar em Serenata 16/04/2022 #3 lugar em Serenata 02/04/2022 #8 lugar em Armadilha 14/04/2023 Após uma mu...