05. Duplo sentido.

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06/08/2018

Oie, espero que gostem da Madelaine akakaak

Gente, sigam minha amiga ela é carente de atenção kkkkkk. Ela é uma garota que tem um gosto bom em séries (porque eu indico) e de música nem tanto (mas dá para o gasto), é uma boa pessoa. É isto 😂

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LAUREN

42 dias para o baile de inverno.

Por sorte Madelaine Petsch não queria nada mais que minha atenção. Pensei que ela fosse me jogar aos leões (lê-se garotos de algum time).

Nós só sentamos perto da fogueira e ficamos conversando com Camila Mendes, Lili Reinhart e o namorado -indie- dela, Cole.

Não vou mentir estava totalmente desconfortável com Madelaine tão perto, fiquei no meio dela e de Camila sentada numa esteira. Lili dividia uma canga com Cole (Mendes bem que poderia ter ido sentar com eles), eu teria ido se tivesse mais intimidade com Lili.

Madelaine incrivelmente estava tendo até que conversas legais comigo, mas sua aproximação não era muito agradável. Talvez as garotas da torcida não fossem tão ruins assim...

As coisas mudaram de rumo quando Petsch colocou sua mão esquerda na base da minha coluna. Continuei olhando o fogo crepitando enquanto mal respirava. Não gosto muito de contato com desconhecidos ou até com quem eu conheço sem que eu lhe dê permissão. Resumo só me toque se eu mostrar iniciativa.

— ... não se fico por cima ou embaixo, eu estive pensando...

— O quê? — Eu quase gritei. Que conversa era aquela? Do que ela estava falando?

— Quero sua opinião, Lauren, achei que estava prestando atenção em mim, acabei de encostar em você para que me escutasse. — Madelaine riu, odeio essa risadinha de abuso dela. — Sobre a torcida, acha que devo ficar por cima ou por baixo?

Não era engano meu, a desgraçada realmente está falando coisas de duplo sentido. (Pelo menos eu acho.)

— Você é a capitã, então você quem deve decidir. — Respondi como se não tivesse notado a porra do sorriso idiota dela para cima de mim. Está querendo zoar com a minha cara, vagabunda?

— Mas eu queria saber o que você acha. — Ela usou a voz mais baixa, quase suave, o que ela pensa que está fazendo? Olhei-a nos olhos rapidamente e desviei para outro lado a minha visão. — Vamos fazer isso juntas afinal.

Quando ela voltou a falar eu olhei rapidamente para ela, mas sua boca me chamou atenção por alguns segundos. Raramente vejo Madelaine sem um batom chamativo, só que hoje ela usava um nude, que ficava bem melhor do que as cores fortes que estava acostumada a vê-la usar.

— Acho que podemos ver isso na escola com as outras meninas.

É melhor com as outras juntas, assim eu não fico perto desse ser "sozinha". Me sinto como um cordeirinho prestes a ser morto quando ela me olha.

— Com as outras?

Ela pergunta e sorri, não entendo no momento o porquê do sorriso então apenas respondi inocentemente:

— Sim.

— Quanto mais gente melhor, certo? — Novamente Petsch fez uma pergunta e eu não noto seu tom traiçoeiro no momento certo.

— Exato.

— Você não se contenta com pouco. — Madelaine sorri e tenho vontade de socar o rosto bonito dela.

— Mais opiniões são iguais a mais ideias. — Cadê a Dinah para me tirar dessa? Eu sinto que posso me enrolar mais ainda. — E nós temos que ter ideias legais para ganhar a competição.

Madelaine parece se convencer de que sou lerda e que não entendi as falas de duplo sentido dela, então volta a falar sobre a torcida em si.

Agradeci quando Camila Mendes deixou de falar com Lili Reinhart e Cole Sprouse para se intrometer na nossa conversa.

— Eu vou ao Brasil todos os anos já que meus pais são brasileiros e todos nossos parentes moram lá. — Camila Mendes fala animada, não sei em que pontos chegamos ali, mas bem, não estou reclamando. — Mas eu nasci aqui então sou americana, mas sinto que nasci no Brasil na maior parte do tempo por conta da minha paixão pela cintura toda.

— Isso é bem legal. — Falo tentando soar animada, se fosse em outro dia realmente estaria empenhada em falar de culturas, mas depois da tensão com Madelaine meu cérebro parecia um pouco derretido. — Você vai para onde? Rio?

— Oh, não. — Ela ri. — É normal supor que vamos para a cidade mais famosa como Rio e São Paulo, mas vamos para Brasília e às vezes para outros estados, só que não tanto no sudeste do país...

Camila Mendes continuou falando e explicando coisas sobre o país dos pais dela. Eu poderia ter falado sobre a minha descendência cubana, mas ninguém sabia disso na escola. Eu não sei porque só mantive isso escondido, mas pelo menos isso Dinah sabe.

Madelaine estava sentada com Lili e Cole, os três rindo de algo. Estavam meio abraçados, se espremendo na canga, vendo algo no celular de Petsch (sei que é o celular dela porque reconheci a capinha vermelha, pelo jeito é a cor favorita dela).

Mendes ainda falava enquanto eu olhava mais os três juntos. Cole fez algumas caras e bocas imitando alguém e Madelaine riu empurrando Lili para cima do namorado. Nunca tinha visto Petsch parecer normal antes.

— Ei. — Senti um cutucão no ombro direito e quase pulei com susto. — Vamos embora?

— Agora que parou de beijar alguém você quer ir embora? Não é?

Fingi estar irritada com Dinah, a verdade é que não estava mais (antes estava um pouquinho). No começo pareceu ruim ela ter me deixado, porém não foi uma experiência das piores.

— Lauren só vamos embora... — Dinah usou um tom sério. Me preocupei, então logo levantei. — Estou correndo risco de levar uma surra aqui porque beijei um cara que tem namorada.

— Mas que merda vo... — Me calei apenas então olhei para Camila e então falei: — Até mais, Mendes.

— Até, Jauregui.

Depois dela responder virei para sair, Lili, Cole e Madelaine me olharam. Apenas acenei para os três e sai dali.

Leonardo da Vinci tem uma frase que diz: Repreende o amigo em segredo e elogia-o em público. E era isso que eu faria com Dinah.

— Que merda você tem na cabeça, Dinah? — Eu não gritei com ela, mas estava com raiva por ela ser meio inconsequente quase sempre. — Tu ia tomar uma surra...

— A culpa não é minha. — Liguei o carro e logo dei partida para casa enquanto Dinah falava. — Como eu iria saber?

— Tudo bem, eu entendo. — Concordei porque eu não ia apoiar macho. — Mas você tem de deixar dar mole para esses moleques da escola. Eles são todos idiotas... Não é como se eles pudessem mudar afinal são homens, mas isso não justifica serem escrotos...

— Não me meto com o que tu faz ou deixa de fazer, então, me deixa. — Dinah não estava no juízo perfeito, ela estava chapada.

— Vou deixar. Pode continuar fazendo merda! — Eu me preocupo demais com Dinah, até porque é a única amiga que tenho então posso parecer controladora demais como uma mãe superprotrota. — Você pode não lembrar, mas toda vez que fuma ou bebe você acaba em alguma confusão.

— A única confusão aqui é a sua cabeça.

Essa foi pesada, Dinah.

Ela se virou para o vidro e ficou olhando o lado de fora. Fiquei em silêncio, de nada ia adiantar discutir com ela, também nem tinha muito o que falar. Apenas deixei Dinah em sua casa, mesmo que nas sextas ela costumasse dormir na minha casa.

Tudo Vai Dar Certo.Onde histórias criam vida. Descubra agora