"Eu vaguei até aqui para alcançar a sua mão. Para te encontrar, te proteger, ser seu salvador." Lightsaber – EXO
A chuva ameaçava cair. Nuvens carregadas e cinzentas cobriam a imensidão azul. O vento gelado cortava o ar e machucava a pele – o inverno coreano costumava ser cruel. Juho apressou o passo e entrou em seu carro, satisfeito pelo ar condicionado quente aquecer seus dedos que começavam a adormecer.
Juho usou o tempo de trajeto da empresa para sua casa para pensar um pouco. Ligou o rádio e deixou que uma música em ritmo lento e suave o acompanhassem. Parecia que toda a sua vida estava bagunçada, e ali, naquele instante, ele tinha ao menos um curto período de minutos para ficar em paz.
Ele continuou o trajeto tentando pensar em melodias boas para criar, mas não conseguia. Seu carro adentrou a área residencial onde morava, uma das mais caras de Seul, até chegar frente a sua casa e se assustar com a imagem do outro veiculo parado bem enfrente... um veiculo que ele conhecia muito bem a quem pertencia.
Eunbyul.
Não pensou que a namorada voltasse tão cedo de sua viagem de negócios a Tailândia, e agora ela estava bem ali. Ele olhou pelo vidro do carro dela e viu que não havia ninguém dentro. Ela estava na casa... com Kun.
E então um grito. Ela tinha o encontrado.
Juho correu afoito, torcendo para que nada tivesse acontecido. A garota estava parada bem no meio da sala, apontando o dedo bem na cara de Kun, que a olhava assustado e sem entender o que estava acontecendo.
_ Ei! Você não está ouvindo eu falar com você? Vamos me responda! Quem é você e o que faz na casa do meu namorado?
Kun não a respondia.
Eunbyul finalmente notou a presença de Juho ali, respirou aliviada, mas não antes de o olhar de forma ameaçadora, como se pedisse explicações.
_ Finalmente! – disse ela. – Quem é esse?! E por acaso ele tem problema de audição?! Eu quase chamei a policia quando entrei aqui e o vi!
Kun olhou na direção de Juho, perguntando apenas com o olhar o que estava acontecendo, e o que ele deveria fazer.
Juho precisava pensar em uma desculpa logo. Ninguém além de Chung Hee sabia sobre Kun e ele não podia simplesmente contar a verdade – que tinha encontrado o garoto na rua e o ajudado em uma fuga.
_ Ele é um primo! – falou rápido. Eunbyul levantou uma sobrancelha, duvidando da veracidade daquilo. – Ele não fala coreano, por isso não conseguia te responder. É d Brasil.
_ Brasil? – Kun olhou para ambos com animação, depois de ouvir o nome do próprio país. – E desde quando você tem família no Brasil?
_ Você não conhece toda a minha família, e eu devo ter esquecido de mencionar.
_ Certo – disse ela jogando os cabelos claros majestosamente. – Conversamos sobre isso depois, preciso dormir depois de passar horas naquele avião. Ir para outro país fazer campanhas publicitarias não é para qualquer um.
•
Eastwood encarou a tela do computador. As gravações das câmeras do hospital rodando pela terceira vez. Precisava descobrir como o garoto havia escapado, e se tinha tido ajuda de alguém ou não.
As gravações mostravam ele saindo do quarto e entrando na saída de emergência do andar onde estava. O maior problema era o fato de não haver câmeras nas escadarias, o que dificultava tudo ainda mais. Mas o certo era que ele não tinha passado pela entrada e pelos seguranças.
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Parte Do Seu Mundo
Fiction générale"O que você faria se, em plena madrugada, encontrasse um garoto desmaiado em um beco sujo, encharcado de sangue e a beira da morte? E se, depois de você ajudá-lo, ele se recusasse a ser levado para algum hospital ou delegacia? Pior... E se vocês não...