TRILHA SONORA: NO WORDS - SABRINA CARPENTER
- É preciso de acompanhamento médico? - Dudu perguntou.
- Sim - respondeu ela. - Na verdade, o acompanhamento médico é imprescindível.
- E quais são os sintomas? - perguntei. - Como conseguimos identificar nas outras pessoas?
- Geralmente as pessoas desenvolvem sintomas psicológicos e podem desenvolver sintomas físicos - ela respondeu. - Podemos identificar a depressão com diversos sintomas, como: apatia, falta de motivação, medos que antes não existiam, dificuldade de concentração, perda ou aumento de apetite, alto grau de pessimismo, indecisão, insegurança, insônia, falta de vontade em fazer atividades antes prazerosas, sensação de vazio, irritabilidade, raciocínio mais lento, esquecimento, ansiedade e angústia. Os sintomas físicos geralmente se manifestam como: dores de barriga, má digestão, azia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dores de cabeça, dores no corpo, pressão no peito. Geralmente conseguimos identificar melhor através dos sintomas psicológicos, é claro, que levam à mudança de comportamento de muitos indivíduos.
- E quais são as maiores causas de depressão que você já presenciou? Qual é a mais comum? - Ester perguntou.
- Por incrível que pareça a depressão pode ser por hereditariedade - ela falou e eu ergui as sobrancelhas, eu não sabia disso. - Se eu tenho depressão, meu filho vai ter três chances a mais de desenvolver a mesma doença do que um adolescente sem casos na família. Não significa que ele irá desenvolver, mas são grandes chances. As mulheres também sofrem muito por conta da grande instabilidade hormonal para as quais estão sujeitas. Idosos também podem acabar desenvolvendo mais facilmente do que pessoas mais jovens, embora no momento, os jovens estejam sofrendo muito com isso. Efeitos colaterais de alguns medicamentos também podem influenciar, mas entre tudo o que possa existir, as histórias de depressão que eu sempre presenciei desde muito antes de me formar foram causadas por traumas ao longo da vida, sofrimentos constantes e frequentes, cotidiano estressante ao extremo e principalmente abuso de álcool e drogas.
- Tem cura ou tratamento? - Lucas perguntou. Ele parecia um pouco "mexido" com o assunto.
- A depressão pode durar semanas ou mesmo anos. E uma vez que o indivíduo passe por uma crise, corre maior risco de enfrentar episódio semelhante outra vez na vida. Na maioria das vezes, o tratamento é feito em conjunto pelo psiquiatra e o psicólogo. Existem diversos medicamentos antidepressivos, que ajudam a regular a química cerebral, e o médico escolherá segundo o perfil do paciente. O acompanhamento psicológico, que buscará levantar as causas do problema e como ele poderá ser desmontado.
A palestra levou muito tempo. Conversamos sobre pessoas que conhecíamos que já tinham vivido a doença, até histórias suicidas acabaram entrando na conversa. Aquilo mexia comigo e ao mesmo eu me sentia grata por ter tantos fatores que me ajudassem a lidar com qualquer tipo de problema. Falar era algo necessário.
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Depois que o clube encerrou, fomos para o refeitório onde tomaríamos o lanche antes de ir para casa. Cada um pegou um pão com carne desfiada e molho, um saquinho de pipoca salgada e um copo de refrigerante, depois nos sentamos juntos na mesa mais próxima enquanto algumas crianças corriam para lá e para cá, fazendo barulho, como sempre.
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MOONLIGHT
Roman pour AdolescentsAna Beatriz, mais conhecida como Bia, deixou sua escola, sua melhor amiga e sua cidade para viver com seus avós por parte de pai em um condomínio sofisticado, onde fez muitos amigos. Anne, Beatrice, Dani, Dudu, Ester, Mark, Pedro, Tiago, e Tina. Os...
