compassos à frente

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TRILHA SONORA: INVITATION - WHY DON'T WE

🌙💫🌑❤ BIA 🌙💫🌑❤

Ester havia ido embora a um dia, Bruno iria embora em uma semana, e Bea, na semana seguinte. O que mais me deixava nervosa é que estávamos finalmente no mês do meu aniversário. Sim, Abril tinha chegado e em vez de ganhar presentes eu estava perdendo pessoas. Depois de Lucas, percebi que não adiantava nada ter pessoas em minha vida quando elas estão longe. E era incrível, mas aquilo sempre acontecia comigo.

- No que está pensando? - Bruno perguntou e eu chacoalhei a cabeça.

- Nada, eu... Estou tentando dizer a mim mesma que vai ficar tudo bem quando você for embora - eu soltei um riso abafado.

- De novo? - ele riu e me abraçou. - Vai ficar tudo bem. Eu vou voltar pro seu aniversário.

- Não tem como, pra isso você precisa de dinheiro, você tinha que ter vindo pra ficar - eu falei em tom de súplica.

- A passagem ficava mais barata se eu comprasse a ida e volta de uma vez, não tem o que fazer Bia - ele acariciou meu cabelo.

- Mas...

- Eu falei com meu tio ontem e vou começar a trabalhar pra ele - ele falou e eu o encarei. - Ele vai me dar um adiantamento antes do seu aniversário pra eu poder voltar pro seu aniversário. Não se preocupe com isso.

- Meu Deus! - eu tapei a boca com uma das mãos e depois agarrei seu pescoço. - Não acredito!

- Pois é, e trabalhando, vou poder vir aqui mais frequentemente, eu não sei como não tive essa ideia antes, mas...

- Não precisa explicar, eu já estou feliz o suficiente - sorri.

🌙💫🌑❤ DANI 🌙💫🌑❤

Terminei a sequência de acordes e Mark bateu palmas do auditório.

- Isso foi realmente incrível! Você treinou enquanto estávamos brigados? - ele perguntou e eu franzi a testa.

- Eu até tentei, mas... Pra falar a verdade eu não consegui - eu ri, mas estranhei o fato de ter ido bem.

- Talvez seja a minha presença no local - ele riu e eu revirei os olhos.

- Vai começar? - perguntei.

- Ok, ok - ele levantou as mãos em rendição. - Tente a próxima sequência, vamos avançar um pouco. Se concentre e coloque sentimento no que está tocando, pode parecer tosco, mas ajuda pra caramba.

- Ok, lá vamos nós - respirei fundo e comecei a tocar.

Virei a página do método e encontrei uma sequência de notas. Era algo mais difícil para mim do que tocar acordes, era mais fácil de me confundir. Comecei a tocar lentamente e... Consegui. E além de conseguir, reconheci o que eu estava tocando.

- Espera - eu parei de tocar e o encarei. Ele estava sentado em uma das cadeiras do auditório com os pés apoiados em outra cadeira, seus braços estavam cruzados e ele me observava de forma distante. - Estou tocando Adele?

- Sim, está, aliás, foi muito bem - ele sorriu.

- Mas não tem graça tocar as notas e não tocar os acordes no fundo. E eu não vou conseguir tocar os dois ao mesmo tempo - eu falei.

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