eu não sou jovem demais

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TRILHA SONORA: TOO YOUNG - SABRINA CARPENTER

Quinta-feira chegou e teríamos um rolê na quadra como de costume. Eu não estava ansiosa. Estava tentando evitar ao máximo me encontrar com Bruno depois do que ele fez na terça-feira. A única pessoa que, é claro que era impossível evitar, era Ester. Ela veio dormir na minha casa na quarta-feira, já que ninguém teria aula no dia seguinte.

Ester e eu conversamos sobre várias coisas, incluindo os meninos do Why Don't We, a Cominc Con que teríamos naquele ano e a confusão da chave a duas noite atrás.

- Está me dizendo que Pedro foi mais carinhoso do que nunca? - perguntei, estranhando.

- Sim - ela falou, parecia não acreditar no que sua mente pensava. - Dá pra acreditar? Tipo, ele realmente mexeu no meu cabelo. Todas nós sabemos que ele ama mexer no cabelo dos outros, mas... Em mim ele nunca tinha feito isso, é estranho - ela falou, um pouco distante.

- Bota estranho nisso - eu arregalei os olhos, também distante.

- Mas então, o que acontece com você ultimamente? Tem estado um pouco distante, quieta. A partida de Lucas tem sido... Difícil? - ela perguntou, me fazendo pensar nele de novo.

- No começo foi, mas sinceramente, já me acostumei com aquele sentimento de saudade - falei. - Ele não teve coragem de mandar um recado se quer, e ele também não tinha obrigação nenhuma de fazer isso, mas eu esperava que ele tivesse consideração suficiente por todos os amigos dele pra mandar notícias.

- Sim, realmente, mas a gente não sabe o que pode ter acontecido - Ester defende. - Ele pode ter uma boa explicação, ou simplesmente não ter feito por mal.

- Eu sei, mas eu não acredito nisso - neguei com a cabeça. Eu não queria mais pensar nele. - De qualquer forma, se senti algo verdadeiro por ele, é passado, pode ter certeza.

- Sério? - ela franziu a testa.

- Sim, por quê? - perguntei.

- Ah, é que Anne também desencanou, parece que a beleza realmente não é tudo - ela falou.

- Pois é, mas se tem algo que me atrapalha é esse fator, Bruno não tem um pingo de consideração - soltei. Dois segundos se passaram e ela arregalou os olhos e me encarou.

- O que disse? - perguntou.

- Eu... Não sei - me perguntei se tinha falado algum absurdo.

- Bruno não tem um pingo de consideração, foi o que você disse - ela repetiu com uma expressão surpresa. - Você realmente está sofrendo de paixonite aguda! - ela anunciou.

- O quê? Não fala besteira! - neguei, com todas as forças.

- Claro que está! Isso explica o porquê de você não pensa mais no Lucas como pensava antes! - exclamou ela. Eu bufei e revirei os olhos.

- Ester, você é maluca! - exclamei.

- Eu sei, mas eu estou certa! - ela bateu palmas de animação. Parecia feliz com a conclusão que ela mesmo havia tirado. - Bem que eu tinha reparado os olhares que vocês trocam de vez em quando.

- Pra falar a verdade, terça-feira ele me roubou um selinho - falei, tentando parecer indiferente, embora não sentisse exatamente isso.

- ELE TE ROUBOU UM - eu a interrompi no meio da frase berrante, desesperada.

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