ela nunca se deu conta

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TRILHA SONORA: CONSEQUENCES - CAMILA CABELLO

🌙💫🌑❤ DANI 🌙💫🌑❤

Todos voltaram aos seus lugares e finalmente Tia Ju deu início às dinâmicas em grupo.

- Vamos lá. Como todos aqui são amigos, não teremos como formar duplas que não se conhecem. Então quero que encontre pessoas aqui que não são tão íntimas a vocês quanto outras, ok? - Tia Ju explicou. - Podem começar, vocês têm cinco minutos para montar as duplas, e depois explicarei as regras.

Olhei em volta e o pessoal começou a se formar em duplas. Anne se juntou à Beatrice, Pedro se aproximou de Bia e os outros continuaram atrás de suas duplas. Foquei em Mark, por algum motivo, e observei ele se aproximar de Ester com uma expressão simpática.

- Ei, Dani, quer ir comigo? - Dudu perguntou.

- Pode ser - forcei um sorriso.

- Agora que estão todas as duplas formadas, quero que se espalhem por todo o local, tanto aqui dentro quanto lá fora. Vocês vão conversar por cinco minutos de voltar pra cá. No meio dessa conversa precisam confessar uns para os outros um fato pessoal a respeito de terem sofrido ou praticado a violência alguma vez na vida.

Dudu e eu fomos para perto dos banheiros e ficamos encostados na parede de pedras. Eu não sabia o que falar pra ele, já que eu realmente não me interessava em contar coisas pra ele.

- Então, eu não preciso dizer muita coisa, eu geralmente sou muito grosso com as pessoas quando eu falo e isso talvez seja algo violento, verbalmente falando. Talvez eu tenha que melhorar isso - ele falou.

- Talvez não, você deve melhorar isso, mas eu também devo. Talvez tenhamos isso em comum. Eu não tanto quanto você - eu ri e ele também. - Muito bem, eu devo ter batido em algumas coleguinhas, mas se fiz elas com certeza não lembram disso. Ou lembram. Foi errado, eu sei, mas eu não tinha a mínima noção do que eu fazia, sabe como é.

- Eu sei - ele concordou. - Eu também devo ter feito isso. Mas falando sério, isso não é tão interessante quanto eu pensei. O que acha que os outros estão conversando?

- Eu não sei ao certo, mas Mark com certeza se abrirá com Ester sobre a violência beijoqueira cometida contra mim - resmunguei, nervosa só de lembrar.

- Claro - Dudu riu. - Espera, o que disse? - ele perguntou, confuso.

- O quê? - me dei conta da besteira que eu fiz.

- O que significa violência beijoqueira, Daniela? - ele perguntou. Eu não respondi e tentei olhar para todas as direções, menos pra ele. - Mark te beijou, Daniela? Me responde!

- Escuta aqui, Eduardo PORRES, se você contar pra alguém, eu mato você, está me ouvindo?! - tentei soar o mais amedrontadora possível.

- Adorei a nova versão do meu nome - ele revirou os olhos. - E quanto a isso, relaxa. Pra ser mais exato, eu tô cagando pro beijo que você deu no Mark, se é o que quer saber - ele deu de ombros.

- Eu não beijei ninguém, ele me beijou, e isso nunca mais vai acontecer! - escutamos uma buzina vindo de dentro do salão e entendemos que o tempo havia se esgotado.

🌙💫🌑❤ TINA 🌙💫🌑❤

Bruno era o único que tinha sobrado, então acabamos formando uma dupla. Não tínhamos muito assunto de minha parte, já que eu nunca tinha... Machucado ninguém. E também não lembrava de ter sofrido qualquer tipo de violência. Mas eu esperava que da parte dele houvesse algo a ser falado.

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